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Vídeo mostra última imagem de Karol. Enterro provoca comoção

Grupo de violinistas de Goianinha do qual a estudante fazia parte preparou um repertório de homenagens à amiga que desapareceu na noite de segunda-feira e cujo corpo só foi encontrado na terça, no município de Capim, na Paraíba

agosto 8, 2019 às 10:59 - Por: Redação OP9

O relógio da câmera de segurança de um estabelecimento comercial às margens da BR-101 Sul, em Goianinha, Grande Natal, marcava 19h53 da noite de segunda-feira (5). Nas imagens, Karolina Oliveira Gomes, 16 anos, anda tranquilamente vestida com um short jeans e um casaco azul.

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Essa pode ter sido a última imagem da adolescente com vida. Familiares da estudante informaram que ela saiu de casa no bairro Sapucaia por volta das 19h40 para ir até uma lan house imprimir um trabalho da escola. Ela desapareceu e foi encontrada morta despida em um canavial no município de Capim, na Paraíba, quase 24 horas depois.

A Polícia Civil investiga essas e outras imagens registradas pelas câmeras de segurança para auxiliar na elucidação do crime. Por volta das 19h10, câmeras de segurança dessa mesma região mostram um caminhão baú de pequeno porte passando e parando.

Pouco tempo depois, o homem de camisa escura e calça clara caminha até a esquina como se estivesse procurando alguém. Em seguida ele desaparece e pouco tempo depois volta, atravessa a rua e vai até a farmácia da esquina. Isso acontece menos de 5 minutos antes de Karol ser filmada pela câmera de segurança.

Todas as imagens estão sendo analisadas, principalmente após o depoimento de uma testemunha que disse ter sido abordada por esse homem que aparece nos vídeos. A mulher que teve a identidade preservada relatou como foi abordada pelo homem.

“Na segunda-feira eu estava indo para a escola no mesmo caminho em que ela (Karol) percorreu. Era por volta de 19h30 e tinha um carro baú estacionado e tinha um homem do lado de fora com a porta do baú aberta. Ele me chamou – ‘Moça, você está ocupada?’. Eu disse: ‘Estou indo para escola’. Ele falou: ´É porque eu queria que você me ajudasse’. Eu fiquei nervosa achando que não era normal, não sei ele estava fingindo com a perna mancando e segui meu caminho”, afirmou.

A estudante contou que outra amiga dela passou pelo mesmo trecho pouco tempo depois e disse que viu Karol conversando com o motorista do carro.

A testemunha se emociona ao pensar na hipótese de Karolina ter sido atraída e levada. “Só o que passa na minha mente é que ela foi na conversa dele e foi pegar algo lá dentro e ele trancou ela. Podia ter sido comigo”, relata.

As polícias civil de Goianinha (RN) e Mamanguape (PB) investigam a morte da estudante, mas nenhum detalhe da investigação foi revelado para não atrapalhar o inquérito. Na quarta-feira (7) a Polícia Civil de Goianinha informou que começou a ouvir pessoas que tiveram algum envolvimento amoroso com a adolescente.

O chefe de investigação Renato Dias explicou que a polícia não descarta nenhuma linha de investigação. “Um fato intigrante é ela ter sido encontrada morta a mais de 70 quilômetros de distância de Goianinha”, afirmou o chefe de investigação.

Comoção e homenagens marcam despedida de Karol

Centenas de pessoas lotaram a igreja católica de Goianinha e as ruas da cidade em cortejo para o sepultamento da estudante Karolina Oliveira. A imagem da mãe Ednilda Fernanes debruçada sobre o caixão com o corpo da filha adolescente emocionou a todos. O corpo de Karol foi reconhecido pelo pai na quarta-feira (7) em João Pessoa (PB) e foi velado até a manhã desta quinta-feira (8).

O grupo de violinistas do município do qual a estudante fazia parte preparou um repertório de homenagens à amiga. “Ela tinha muitos sonhos e era muito determinada. Era a alegria do grupo. Agora não sei como será sem ela”, destacou uma das integrantes do grupo.

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