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Neurocientista da UFRN é única sul-americana indicada a prêmio

Natalia Bezerra Mota foi selecionada para a lista final da revista britânica Nature, que celebra trabalhos de mulheres no campo científico

setembro 20, 2019 às 16:41 - Por: Redação OP9

Natalia Mota é integrante do ICe. Foto: José Paiva Rebouças

Natalia Mota é integrante do ICe. Foto: José Paiva Rebouças

A neurocientista Natalia Bezerra Mota foi a única sul-americana indicada ao Nature Research Award, prêmio de reconhecimento científico que homenageia trabalhos de mulheres na área. Ela faz parte do Instituto do Cérebro da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (ICe/UFRN).

Natália é uma das 10 mulheres em todo o mundo que foram selecionadas para concorrer ao prêmio de US$ 20 mil da revista científica britânica Nature, uma das mais importantes publicações do mundo.

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Ao contrário de premiações que reconhecem um trabalho em específico, o Nature Research Award leva em consideração a trajetória das selecionadas e recompensa a contribuição das mulheres para a área.

A seleção foi feita por especialistas independentes, membros da Estée Lauder Companies e corpo editorial da revista. Com a indicação, a cientista da UFRN participará de atividade voltadas para o incentivo de mulheres na pesquisa científica. 

“A gente trabalha em uma perspectiva difícil, com falta de recursos, lutando por bolsas, por financiamento e enfrentando muita dificuldade. Saber que lá fora tem gente que reconhece o nosso esforço, não só para mim, mas para as mulheres da ciência no nosso país, em especial no nosso Nordeste, nos dá nova energia e gás para continuar trabalhando”, disse Natalia Mota.

Natalia Mota é médica psiquiatra e tem se dedicado à neurociência, área que estuda o comportamento humano com apoio de ferramentas computacionais. Nos últimos dois anos, os estudos dela permitiram o desenvolvimento de um método para diagnosticar esquizofrenia a partir de uma estrutura matemática.

Grupo Sci-Girls se reúne para discutir participação da mulher na ciência. Foto: José de Paiva Rebouças

Grupo Sci-Girls se reúne para discutir participação da mulher na ciência. Foto: José de Paiva Rebouças

Mulheres na ciência

Natalia Mota coordena um grupo de cientistas no Instituto do Cérebro chamado “Sci-Girls”. As mulheres se reúnem para trabalhar e discutir o papel feminino no campo da pesquisa. Pelo menos dez integrantes, experientes e iniciantes, compõem esta iniciativa atualmente.

“Hoje as mulheres têm de mostrar duas, três vezes mais produção para conseguir o mesmo espaço que os homens e isso precisa mudar. Temos de incentivar que a mulher seja destaque em todas as áreas e profissões e continue contribuindo com o desenvolvimento da ciência”, destaca.

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