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JFRN retoma processo que envolve Henrique Alves e Eduardo Cunha

Depoimentos da Operação Lavat começam na próxima terça-feira (19) com testemunhas arroladas pelo Ministério Público Federal

Fevereiro 17, 2019 às 10:48 - Por: Redação OP9

Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha serão ouvidos após os depoimentos das testemunhas. A Justiça Federal no RN ainda não informou as datas. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

Henrique Eduardo Alves e Eduardo Cunha serão ouvidos após os depoimentos das testemunhas. A Justiça Federal no RN ainda não informou as datas. Foto: Luis Macedo/Câmara dos Deputados

A Justiça Federal no Rio Grande do Norte começará a ouvir os depoimentos da Operação Lavat, que investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o ex-ministro potiguar Henrique Eduardo Alves e o ex-presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha. O processo será retomado na próxima terça-feira (19) com os depoimentos das testemunhas arroladas pelo Ministério Público Federal, Fábio Ferreira Cleto e Ricardo Saud. Esses primeiros depoimentos serão ouvidos por videoconferência.

Também são réus desse processo; Lúcio Bolonha Funaro, Arturo Silveira Dias de Arruda Câmara, José Geraldo Moura da Fonseca Junior, Aluízio Henrique Dutra de Almeida, Paulo José Rodrigues da Silva e Norton Domingues Masera. Todos os depoimentos serão colhidos pelo juiz federal, Francisco Eduardo Guimarães Farias, titular da 14ª Vara e juiz do processo.

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Do dia 26 ao dia 29 de março serão os depoimentos das testemunhas de defesa. Foram arroladas 45 pessoas. O primeiro a depor será Alexandre Margotto, no dia 26 de março, às 9h, por videoconferência. Ele foi arrolado pelas defesas de Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves. Em seguida, prestarão depoimento Luiz Eduardo Vianna e Natalino Bertin.

Operação Lavat

A Polícia Federal deflagrou em 26 de outubro de 2017 a Operação Lavat, um desdobramento da Operação Manus, deflagrada em junho do mesmo ano contra organização criminosa que praticava lavagem de dinheiro e fraudes em licitação pública. A Operação Manus levou Henrique Eduardo Alves, ex-ministro do Turismo, à prisão. Nesta operação, o MPF investigou atos de corrupção ativa e passiva e de lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal, no Rio Grande do Norte. O superfaturamento identificado chega a R$ 77 milhões.

Na Lavat foram presos e investigados assessores de Henrique Alves no Rio Grande do Norte e no Ministério do Turismo. De acordo com a Polícia Federal foi identificado um esquema criminoso que fraudava licitações em diversos municípios do Rio Grande do Norte visando obter contratos públicos que, somados, alcançam cerca de R$ 5,5 milhões. Esses recursos teriam sido utilizados para alimentar a campanha de Henrique Eduardo Alves ao governo do estado em 2014.

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