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Filha mata o pai com injeção de veneno dentro da UTI de hospital

Caso aconteceu por volta das 11h no Hospital Giselda Trigueiro, Zona Oeste de Natal, e foi descoberto por causa do comportamento da mulher e do forte cheiro no local

Janeiro 15, 2019 às 16:11 - Por:

Filha que matou o pai com injeção de veneno teria alegado que não aguentava mais ver ele sofrer. Foto: USP Imagens

Filha que matou o pai com injeção de veneno teria alegado que não aguentava mais ver ele sofrer. Foto: USP Imagens

Um mulher identificada como Fernanda Danyele de Oliveira Rocha, 27 anos, foi presa nesta terça-feira (15), por volta das 13h, sob suspeita de ter matado o próprio pai aplicando veneno na veia dele. O crime teria ocorrido na Unidade Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Giselda Trigueiro, que fica no bairro das Quintas, na Zona Oeste de Natal.

De acordo com policiais chamados pela equipe médica do hospital, a vítima seria José Evangelista da Rocha, 60 anos. Segundo relatos feitos a esses PMs pela equipe médica, Fernanda Rocha chegou para visitar o pai por volta das 11h. E pouco depois disso, chamou os médicos alegando que ele passava mal.

A equipe achou estranho a forma como ela se comportava e também um forte cheiro parecido com o de querosene. De acordo com os policiais, ela lavava as mãos repetidamente e chegou a mexer em um dos lixeiros da UTI, o que aumentou a suspeita de que algo errado havia acontecido.

Quando a equipe médica foi olhar no lixo, foram encontraram duas seringas e um frasco. Por volta das 13h, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) encaminhou policiais do 9º Batalhão para atender a ocorrência. A Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) também foi acionada e conduzia Fernanda Rocha para depor.

A substância no frasco seria um veneno chamado “barrage”, que é usado para matar carrapatos. Segundo os policiais, a filha teria confessado o crime e alegado que fez isso para acabar com o sofrimento do pai. Ela também teria dito que sofria de problemas mentais.

José Evangelista seria portador de HIV. Seu estado de saúde era considerado muito grave. O Instituto Técnico-Científico de Polícia (Itep) foi acionado e recolheu o cadáver. A autópsia vai esclarecer de fato o que foi injetado na sua corrente sanguínea e supostamente provocado sua morte. Na DHPP, Fernanda reiterou a versão de que agiu com a intenção de aliviar o sofrimento do pai. Também em depoimento ela confirmou que a substância usada foi o carrapaticida conhecido como “barrage”.

Hospital emite nota confirmando que sustância era veneno para carrapatos

No final da tarde desta terça-feira, a direção do Hospital Giselda Trigueiro, emitiu nota na qual esclareceu o caso. De acordo com o relato, “durante a visita dos familiares, cerca de meio-dia, uma filha ao visitar o pai, confessou ter injetado veneno de carrapato” nele. 

Após a injeção, o paciente teve uma parada cardiorrespiratória, foi atendido mas não resistiu. “Foram recolhidas as seringas deixadas no lixo do leito, que tinham o odor semelhante ao percebido pela equipe, e ainda continha resíduo líquido em seu interior”.

A filha da vítima ficou em sala reservada na UTI, até a chegada da Polícia. De acordo com as informações do hospital, aos policiais a filha confessou o crime, admitindo “ter injetado veneno de carrapato em acesso venoso do pai”. A direção do hospital lamentou o fato e informou que nada parecido jamais havia acontecido dentro da unidade. E desejou que a família do paciente encontre conforto.

*Texto atualizado às 18h25 para acréscimo de informações.

Everton Dantas

Jornalista. Editor do OP9 no RN

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