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Acusado de matar publicitária em Natal é preso 21 anos após o crime

Gilson Pegado foi preso pela Polícia Civil do Rio de Janeiro nessa quarta (10). Polícia Civil de Goiás realizou a identificação facial

outubro 11, 2018 às 09:49 - Por: Redação OP9

Acusado de matar publicitária 21 anos atrás em Natal foi preso no Rio de Janeiro. Foto: Gaeco/Divulgação

Acusado de matar publicitária 21 anos atrás em Natal foi preso no Rio de Janeiro. Polícia usou técnica avançada de identificação facial. Foto: Gaeco/Divulgação

O pedreiro Gilson Pegado da Silva, acusado de matar a facadas uma publicitária em Natal no ano de 1997, foi preso no Rio de Janeiro nessa quarta-feira (10). Após 21 anos do crime, o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), em trabalho conjunto com as polícias civis de Goiás e do Rio de Janeiro, conseguiu localizá-lo. O pedreiro foi preso pela Polícia Civil do RJ, estado onde estava morando. Ele usava documentos falsos e só foi identificado após um reconhecimento facial feito pela Polícia Civil de Goiás. A identificação foi feita por meio de avançadas técnicas com comparação de imagens, realizado pela Seção de Inovação em Identificação Humana (SIIH), que é referência no Brasil no assunto.

Sobre o crime

No dia 23 de setembro de 1997, Gilson Pegado invadiu uma residência no bairro de Ponta Negra, Zona Sul de Natal, para praticar um roubo. A dona da casa, a publicitária Sílvia Mannu, à época com 34 anos, reagiu e acabou assassinada com 23 facadas na frente da filha, que tinha apenas três anos. O crime chocou a sociedade potiguar pela brutalidade com a qual foi cometido.

Depois do crime Gilson Pegado foi preso, mas passou a responder em liberdade. Ele fugiu e até então não havia sido localizado, o que prejudicou a continuidade da ação penal. Gilson nunca foi julgado pelo crime que cometeu, pois a legislação determina a suspensão do andamento do processo nesses caso, e só agora será possível a retomada da ação penal.

Como foi feita a identificação

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), órgão do MPRN, passou a diligenciar o paradeiro de Gilson Pegado da Silva, atendendo a pedido da 75.ª Promotoria de Justiça de Natal. Ele foi localizado e preso na cidade do Rio de Janeiro. Ao ser abordado por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), da Polícia Civil do Rio, o criminoso apresentou documentação falsa em nome de André Lima de Macedo.

A Polícia Civil de Goiás foi acionada para cooperar na identificação. Através da aplicação de técnicas de projeção de idade, reconhecimento facial de imagens e exame prosopográfico, foi possível concluir que se tratava de Gilson Pegado. A Seção de Prosopografia e Identificação Humana (SPIH) da Polícia Civil de Goiás é responsável pela realização de exames que levam à identificação de suspeitos a partir da comparação metodológica e objetiva de elementos constitutivos da face apresentados em imagens (fotos e vídeos), buscando estabelecer semelhanças e concluindo tratar-se da mesma pessoa ou não.

Após ser identificado, Gilson Pegado acabou confessando não só a sua real identificação, mas também confirmou a autoria do crime. Ele deverá ser transferido para uma unidade prisional no Rio Grande do Norte, onde vai aguardar julgamento após passar 21 anos foragido.

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