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Troinha Sunset

Gravação de Troinha Sunset reuniu artistas de Pernambuco, nomes de fora do estado e dançarinos de “passinho” em verdadeira celebração do ritmo

Fevereiro 1, 2019 às 11:11 - Por: Redação OP9

Uma festa a céu aberto pegando o fim da tarde e o começo da noite só para convidados regada a muito brega-funk e “passinho dos maloka”. Essa foi a gravação do DVD Troinha Sunset, que aconteceu esta semana no Sítio Banguê, em Aldeia, Camaragibe, sob a produção da equipe da ProRec.

O show para cerca de 200 pessoas foi o registro do momento artístico do MC, que já emplacou diversos hits como “Pode Balançar”, “Taca Catuaba”, “Balança, Balança” e “Tiro de Bumbum”. A ideia agora é que este sucesso, ainda muito localizado em Pernambuco e estados vizinhos, saia do Nordeste e chegue até outras regiões do Brasil com a expansão do fenômeno brega-funk.

Fatos que comprovam esta intenção foram as participações dos paulistas MC Leozinho e Dynho Alves, este último considerado um dos maiores dançarinos de “passinho” do Brasil. Além da dança, Dynho também vem apostando na carreira de MC de funk. Um dos clipes dele no canal KondZilla contabiliza mais de 27 milhões de visualizações.

Ainda sobre os “passinhos”, pouco antes do show começar, o apresentador da festa explicou, em cima do palco, que os grupos de dança chegaram para fortalecer ainda mais a cena brega-funk, e não fragmentá-la. E criticou quem achava que a nova tendência iria deixar para trás o brega-funk como conhecemos.

Um guarda-chuva que cabe muita gente

Não dá para prever o futuro do brega-funk, mas o que deu para perceber na gravação do DVD é uma cena bastante coesa e que, dentro de um mesmo guarda-chuva do brega, inclui diversas vertentes do som pernambucano. No meio dos convidados da festa, vários artistas consagrados do gênero circularam ou subiram no palco, como MC Elvis, MC Japão, MC Dread, e até nomes do brega romântico, como a cantora Michele Mello.

E todo este sucesso merece ser comemorado. E, no caso do brega-funk, ostentado. Como um verdadeiro astro, Troinha chegou para começar o DVD pousando de helicóptero, sendo convocado para o palco com a máxima “do Alto José do Pinho para o mundo!”.

Se o brega-funk chega tão longe assim, ainda não sabemos. O que dá pra ter certeza é que a batida da periferia e das comunidades humildes dos centros urbanos de Pernambuco toca forte, toca alto, e faz todo mundo balançar valendo, meu pirraia!

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