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Exposição pede que crianças com microcefalia não sejam esquecidas

Evento acontece até o dia 31, na livraria da Praça de Casa Forte. Três anos depois do surto da doença, famílias se queixam das dificuldades para manter os tratamentos

outubro 10, 2019 às 13:50 - Por: Redação OP9

Em 2015 e 2016, o surto de zika e microcefalia no Brasil gerou um alerta mundial cujo epicentro era Pernambuco, estado onde foi registrado o maior número de casos no país. Hoje, três anos depois, as pesquisas sobre o tema seguem em andamento, mas as famílias de crianças afetadas pelas sequelas do vírus temem o esquecimento e se queixam das dificuldades para manter os tratamentos e terapias de estímulo, consideradas essenciais para o desenvolvimento dos pequenos.

“Infelizmente as promessas não foram cumpridas. Vivenciamos um descaso com essas crianças. Tem seu lado bom, mas não como deveria ser. David toma cinco medicações e apenas uma eu pego gratuitamente na Farmácia do Estado. Até hoje ele se alimenta por sonda e aguarda pelo tratamento de gastrenterologia para iniciar a alimentação oral”, queixa-se Danielle Cândida da Costa, mãe de um menino com microcefalia.

Como forma de chamar a atenção para a falta de assistência dada às famílias dessas crianças, a associação União Mães de Anjos (UMA) promove um evento com festa e exposição fotográfica para que elas não sejam esquecidas. A comemoração para 20 crianças atendidas pela entidade acontece na sexta-feira (11), na casa de festas Vila Celebrar, nos Aflitos. Já a exposição começa nesta quinta (10) e vai até o dia 31 deste mês na livraria da Praça de Casa Forte. A abertura será às 20h e o acesso é gratuito.

As fotos foram produzidas pelo Instituto Luz Natural, entidade sem fins lucrativos que usa a fotografia como ferramenta de mudança social. O órgão realiza este ano o projeto Toda a Criança é Especial, voltado para as crianças com microcefalia. A iniciativa fotografou, no ano passado, onze crianças atendidas pela UMA. Os cliques são de autoria da fotógrafa paulista Simone Silvério e as imagens ganharam a intervenção do artista plástico Alyson Carvalho. Este ano, o projeto voltou às casas das crianças com a fotógrafa Andréa Leal para registrar a realidade atual e como elas estão vivendo.

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