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Documentário no Spotify traz origem do brega-funk pernambucano

Trabalho explora a evolução do brega-funk e da cena no Brasil. As gravações aconteceram no Recife e São Paulo, com entrevistas de grandes nomes como Dadá Boladão e MC Loma e As Gêmeas da Lacração

novembro 15, 2019 às 14:53 - Por: Redação OP9

O ano de 2019 tem sido de afirmação para o brega-funk pernambucano e nomes como MC Loma e As Gêmeas da Lacração, Shevchenko & Elloco e outros. No Spotify, o hit Surtada, de Dadá Boladão, Tati Zaqui e OIK, chegou ao topo da parada de mais tocadas no país no mês passado. E agora a plataforma preparou o documentário MPB Brega-Funk , o segundo do projeto Música Pelo Brasil (MPB), desta vez contando a história do brega-funk e suas origens recifenses.

“A história do brega-funk é a história da cultura de sobrevivência dos Mcs do Recife. O movimento reuniu elementos de diferentes cenas musicais da periferia do Brasil em uma batida eletrônica original e inovadora. Um som que mudou a identidade e o imaginário cultural de Pernambuco e Nordeste”, diz o jornalista GG Albuquerque.

O trabalho, com direção de Felipe Larozza e apresentação do jornalista GG Albuquerque, explora a evolução do ritmo e da cena no Brasil. As gravações aconteceram no Recife, onde o brega-funk nasceu, e passam também por São Paulo, com entrevistas exclusivas com alguns dos maiores nomes dessa cena como MC Troia, A Tropa, MC Lia e Magnatas do Passinho SA, entre outros.

O material mostra como o gênero ajudou a moldar o cenário cultural de Recife. “Brega-funk é um lifestyle, tem tirado muita gente da criminalidade, principalmente a galera que dança passinho. Quando surgiu o passinho Shevchenko tudo mudou. A galera que dança passinho saiu do tráfico, da bandidagem, saiu do vácuo mesmo”, destaca MC Draak, da galera do É A TROPA.

O documentário traz também dados de consumo proprietários do estilo no Spotify, que ajudam a entender sua popularização com base em números reais de streams. “Eu estoy achando muito massa e agradecendo muito a Deus por estarmos chegando em locais que diziam que a gente não ia chegar e a gente vem hoje rompendo as barreiras”, completa MC Troia.

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