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Deivison Kellrs, o cantor que mostrou a força viva do brega

Vocalista da Banda Torpedo, morto aos 30 anos de idade vítima de câncer, tornou-se fenômeno e teve hit transformado em hino de despedida

dezembro 30, 2018 às 10:06 - Por:

Arte: Keops Ferraz/OP9

Arte: Keops Ferraz/OP9

A tarde do dia 20 de agosto de 2018 já ficou marcada na memória de quem compareceu ao Cemitério de Santo Amaro, no Recife. Uma multidão emocionada testemunhou o último adeus ao cantor Deivison Kellrs, vocalista da Banda Torpedo, que deixou precocemente a vida e os palcos após uma dura luta contra um câncer, aos 30 anos de idade.

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Entre o luto e a resignação pela perda do filho, partiu de Marcos Antônio, pai do artista, a explicação mais comovente para o que aconteceu naquele dia: “Deivison pediu uma chance ao amor. E ele conseguiu. Tá aí o amor de Deivison”, disse, apontando para o público que se acotovelou para acompanhar o sepultamento.

Foi com simplicidade, entregando todo o seu amor ao brega pernambucano, que o cantor criado na periferia de Olinda arrebatou inúmeros admiradores, que logo transformaram o principal sucesso da Torpedo, a música Fase ruim, em uma espécie de trilha sonora da sua despedida.

O refrão da canção, símbolo da luta de Deivison contra a doença, foi eternizado nas vozes dos fãs, que lotavam os shows da banda e acompanharam o cantor até o último momento: “Isso é só uma fase ruim, não acabe com a gente assim. Meu amor, não me deixe. Meu amor, não me deixe”, cantaram em coro.

Mesmo sem o suporte de gravadoras ou emissoras de rádio, a morte do cantor foi notícia nacional. Fortalecido pelas redes sociais, o fenômeno Deivison superou sua fase ruim e ainda é celebrado em homenagens de artistas da música brega e, sobretudo, na boca do povo.

André Duarte

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