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Versão local da grávida de Taubaté aplicava golpes em Goiana

Rinielly Oliveira da Silva fingia esperar quíntuplos para sensibilizar pessoas que doavam dinheiro e roupas para enxovais. Produtos eram depois vendidos por ela

Abril 12, 2019 às 12:14 - Por: Redação OP9

Rinielly Oliveira da Silva deve responder pelo crime de estelionato. Ela fingia a gestão para sensibilizar pessoas que doavam dinheiro e roupas para enxovais. Foto: Reprodução

Rinielly Oliveira da Silva deve responder pelo crime de estelionato. Ela fingia a gestão para sensibilizar pessoas que doavam dinheiro e roupas para enxovais. Foto: Reprodução

A tão falada mania de grandeza dos pernambucanos não podia deixar por menos. Quase dez anos depois que uma gestante Taubaté, em São Paulo virou piada nacional e até hoje é lembrada em memes depois da revelação de que a gravidez de quadrigêmeos — e a barriga imensa exibida por ela — não passavam de uma farsa, uma mulher que aplicava golpes em Goiana, no Litoral Norte de Pernambuco alegando uma gestação de quíntuplos não só superou a colega paulista em número de supostos bebês mas também no tempo em que vem sustentando a história.

“A história chegou ao nosso conhecimento através de algumas pessoas que estavam desconfiando de uma campanha feita na cidade para arrecadar mantimentos de um grávida de quíntuplos. A sociedade se mobilizou e muita coisa foi arrecada, mas as pessoas que doaram começar a desconfiar. Quando nos procuraram, instauramos um inquérito e iniciamos a investigação. Através de informações na secretaria de Saúde, vimos não havia acompanhamento dela”, explica o delegado Herbert Martins, da Delegacia de Goiana.

Segundo o delegado, Rinielly disse ter sido coagida por outra pessoa. “Ela contou que foi coagida por outra pessoa e foi amaldiçoada por magia negra para cometer esses crimes. Existem pessoas por trás dela que estão em investigação. A barriga dela realmente existe, é grande. Não sei como, não sou médico, mas é de verdade mesmo, ela não colocava nada e usava isso para convencer as pessoas da falsa gravidez”.

Rinielly Oliveira da Silva, que usava da falsa gravidez havia pelo menos cinco anos para pedir doações, deve responder pelo crime de estelionato. Sem nem usar uma barriga falsa, ela fingia a gestação para sensibilizar pessoas que doavam dinheiro e roupas para enxovais, que depois eram comercializados. Na delegacia, ela confessou o crime e contou que conseguiu na internet uma ultrassonografia falsa com o nome dela. Rinielly também praticou o golpe em outras cidades.

A mulher foi presa em casa e conduzida a Delegacia de Polícia de Goiana. Após os procedimentos de praxe, ela foi para a Colônia Penal Feminina Bom Pastor, no bairro do Engenho do Meio, no Recife, onde está à disposição da Justiça.

Grávida de Taubaté enganou o Brasil com uma barriga recheada de tecido

No ano de 2012, a pedagoga Maria Verônica Aparecida César Santos, de Taubaté, em São Paulo, enganou o Brasil inteiro ao aparecer na televisão e na internet esbanjando uma barriga descomunal, resultado de uma suposta gravidez de quadrigêmeos. Nem mesmo familiares próximos, como o próprio marido, Kléber Eduardo Melo Vieira, desconfiaram da farsa. Depois de aparecer na mídia, Verônica recebeu várias doações em dinheiro, roupas, produtos infantis e eletrodomésticos.

A farsa só foi desmascarada quando ela passou mal e se recusou a ser examinada por um médico. A situação acabou obrigando a grávida de Taubaté a confessar a mentira. Maria Verônica usava uma barriga de silicone com enchimento de tecidos. Segundo ela, a mentira foi inventada para chamar atenção da família, que se afastou dela depois do casamento com Kléber. O ultrassom que ela apresentava era verdadeiro, mas havia sido copiado de uma outra mulher que havia postado as imagens na internet.

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