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Trabalhadores dos Correios realizam atos no Recife em apoio à greve

Mobilizações, que se posicionam contra a privatização da estatal e rejeitam redução salarial proposta da empresa começaram desde cedo no Recife. Paralisação nacional já teve adesão de 35 sindicatos no Brasil

setembro 11, 2019 às 08:54 - Por: Redação OP9

Em greve desde as 22h desta terça-feira (10), trabalhadores dos Correios em Pernambuco que aderiram à paralisação nacional por tempo indeterminado se mobilizam desde o início da manhã em atos de apoio ao movimento. Além das mobilizações de rua, o comando de greve vai se reunir a partir das 14h desta quarta-feira (11), na sede do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa de Correios e Telégrafos em Pernambuco (Sintect). Uma assembleia de avaliação da greve também está marcada para acontecer a partir das 16h ao lado do edifício sede da empresa, na Avenida Guararapes.

No país, mais de 35 sindicatos já manifestaram adesão à greve nacional. Em Pernambuco, foram realizadas assembleias no Recife, em Caruaru e em Petrolina. Os Correios estão na lista de estatais incluídas na lista de empresas a serem privatizadas pelo governo Bolsonaro. De acordo com o Sintect-PE, todos os serviços oferecidos pela empresa estão suspensos por conta da greve. No entanto, o pronunciamento oficial dos Correios do estado informou que não há suspensão de nenhum dos serviços prestados.

Além das mobilizações de rua, o comando de greve vai se reunir a partir das 14h desta quarta-feira (11), na sede Sintect. Foto: Bruno Araújo/TV Clube

Além das mobilizações de rua, o comando de greve vai se reunir a partir das 14h desta quarta-feira (11), na sede Sintect. Foto: Bruno Araújo/TV Clube

A oposição à desestatização é uma das pautas da greve, assim como a campanha salarial 2019/2020 e as cláusulas sociais da categoria. De acordo com o sindicato, como resposta às reivindicações, a gerência da estatal apresentou como proposta a retirada de inúmeros itens do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que levará a uma redução salarial entre 20% e 40%. Além disso, também foi prevista a redução nos valores dos tíquetes refeição, no adicional noturno, na gratificação de férias e a retirada de outros benefícios da categoria.

“A greve foi decretada a partir do momento que o general Floriano negou a continuidade da negociação com a categoria para a revisão da retirada dos “ataques” impostos a nós. Nossa luta é contra a privatização dos Correios, que é patrimônio dos cidadão. Estamos lutando contra a retirada de benefícios históricos dos trabalhadores”, afirma o representante do sindicato da categoria, Edson Siqueira. Segundo ele, a categoria está aberta à negociação. Por conta da paralisação, todos os serviços de remessa postal no Brasil estão suspensas.

De acordo com os Correios, no momento, o principal compromisso da direção da empresa é conferir à sociedade uma empresa sustentável. E que as propostas expostas pelo sindicato é insustentável para o reequilíbrio financeiro da companhia. Confira a nota na íntegra:

Esclarecemos que os Correios participaram de dez encontros na mesa de negociação com os representantes dos trabalhadores, quando foi apresentada a real situação econômica da estatal e propostas para o Acordo dentro das condições possíveis, considerando o prejuízo acumulado na ordem de R$ 3 bilhões. Mas as federações, no entanto, expuseram propostas que superam até mesmo o faturamento anual da empresa, algo insustentável para o projeto de reequilíbrio financeiro em curso pela empresa.

No momento, o principal compromisso da direção dos Correios é conferir à sociedade uma empresa sustentável. Por isso, a estatal conta com os empregados no trabalho de recuperação financeira da empresa e no atendimento à população.

Por enquanto, não há suspensão de nenhum serviço prestado pelos Correios. Mais detalhes sobre a adesão serão repassados ao longo do dia.

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