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Suspeito de ter assassinado o professor Sandro Cipriano é preso

De acordo com a polícia, homem preso mantinha um relacionamento afetivo com a vítima e costumava receber vantagens financeiras de Sandro.

julho 9, 2019 às 19:44 - Por: Redação OP9

Segundo a polícia, crime foi cometido por razões patrimoniais. Foto: Cortesia

Segundo a polícia, crime foi cometido por razões patrimoniais. Foto: Cortesia

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, nesta terça-feira (9), um homem suspeito de ter assassinado o professor Sandro Cipriano Pereira, encontrado morto no dia 29 de junho em Pombos, na Zona da Mata Norte do estado. A vítima havia desaparecido na quinta-feira (27) depois de ser visto saindo de casa na companhia de dois homens. O preso foi identificado como Anderson Antônio da Silva, conhecido na cidade como Esquerdinha. 

Durante o prazo da prisão temporária — de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco — Anderson deve ficar no Presídio de Vitória de Santo Antão. A polícia ainda pode solicitar à Justiça a conversão da prisão temporária em preventiva, que tem prazo máximo de 180 dias e pode ser prorrogada, caso sejam cumpridos os requisitos exigidos pela legislação.

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O professor é conhecido em todo estado de Pernambuco por ser um forte militante de causas sociais da pasta LGBT. Foto: reprodução / Instagram

O professor era conhecido em todo estado de Pernambuco por ser um forte militante de causas sociais da pasta LGBT. Foto: reprodução / Instagram

De acordo com a polícia, Anderson e Sandro mantinham um relacionamento afetivo e o suspeito costumava receber vantagens financeiras da vítima. O crime teria motivações patrimoniais. No dia em que Sandro desapareceu, vários objetos, como televisão, aparelho de som, cartões bancários e carteira, foram levados da casa do professor. A prisão ocorreu em consequência de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.

Sandro, de 35 anos, era militante dos direitos sociais, ativista LGBT, atuava como docente e diretor do Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta), em Glória do Goitá, e fazia parte do conselho diretor da Associação Brasileira de ONGs. Entre os alunos e colegas, ele era reconhecido como grande liderança e profissional dedicado e cuidadoso.

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