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Foragido simula própria morte com ketchup e polícia descobre farsa

Foragido é acusado de controlar o tráfico na Vila Holandesa, em Moreno. Para investigadores, ele usou ketchup para simular sangue na roupa.

junho 11, 2019 às 19:04 - Por: Redação OP9

Zé Quita simulou a própria morte para escapar da Polícia, mas farsa foi descoberta. Fotos: Divulgação Polícia Civil

Zé Quita simulou a própria morte em fotografia para escapar da Polícia, mas farsa foi descoberta. Fotos: Divulgação Polícia Civil

Um homem procurado pela Polícia Civil por suspeita de tráfico e homicídios na cidade de Moreno, na Região Metropolitana do Recife, tentou forjar a própria morte para escapar da prisão divulgando uma imagem dele próprio aparentemente baleado. De acordo com o delegado que acompanha o caso, Everson Leonardo Nascimento de Lima, conhecido como Zé Quita, montou o cenário e posou para a foto simulando estar morto.

Na cena, que ele mesmo compartilhou às escondidas, o suspeito aparece deitado, com os olhos fechados e com a roupa manchada com um líquido vermelho na camisa, dando a entender que teria sido vítima de um homicídio. Os investigadores descobriram a farsa e acreditam que o líquido que simula sangue é, na verdade, ketchup. “É uma simulação bem grotesca. Ele achava que não seria mais procurado se a polícia achasse que ele estava morto. Ele é perigoso e está escondido. Só costuma aparecer na região da Vila Holandesa para cometer homicídios”, afirmou o delegado adjunto da 13ª Delegacia de Homicídios da DHPP Fábio Lacerda, responsável pela investigação.

De acordo com Lacerda, já está configurada a participação de Everson em pelo menos um homicídio na Vila Holandesa, onde ele atua como traficante e costuma ameaçar moradores para manter o domínio dos crimes na região. Para incentivar denúncias que levem à localização de Zé Quita, o delegado divulgou nesta terça-feira (11) um cartaz com a foto do suspeito. O design da peça, que remete aos cartazes com fotos de criminosos procurados dos filmes de faroeste, foi produzido voluntariamente por um colega do investigador.

Para incentivar denúncias por parte da população, o delegado criou e divulgou um número de WhatsApp da delegacia. O canal é exclusivo para informações sobre homicídios em Moreno e o anonimato é garantido. “A população tem medo de denunciar. O WhatsApp é uma forma de facilitar as denúncias, já que a pessoa não precisa comparecer à delegacia”, completou o delegado. O número é o (81) 98770.4812.

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