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Presos recebem armas e drogas jogadas por cima do muro. Assista

Vídeos mostram a facilidade que os detentos do Complexo Prisional do Curado têm para conseguir esses itens

julho 23, 2018 às 13:13 - Por: Redação OP9

Em cada nova revista no presídio, é comum encontrar materiais ilícitos. Foto: TV Clube/Reprodução

Em cada nova revista no presídio, é comum encontrar materiais ilícitos. Foto: TV Clube/Reprodução

Vídeos mostram detentos do Presídio Agente de Segurança Penitenciária Marcelo Francisco de Araújo (Pamfa), no Complexo Prisional do Curado (CPC), recebendo coisas como bebidas, drogas, celulares e até armas arremessados pelo muro da Unidade Prisional. A cada nova revista no presídio, é comum encontrar materiais ilícitos, mas as imagens divulgadas mostram a facilidade que os presos têm para conseguir esses itens.

Moradores da localidade relata que a ação é comum a qualquer hora do dia ou da noite. A dona de casa Sandra Maria conta que quando vê a chegada dos arremessadores procura se trancar em casa. “Meu portão é fechado, porque ninguém sabe o que vai acontecer, já que moramos de frente para o presídio”. Para evitar esse tipo de situação, a Secretaria de Ressocialização (Seres), instalou grades de proteção por cima dos muros e criou uma área de segurança gradeada nos arredores das unidades. No local, há câmeras de segurança e guaritas com Policiais Militares.Nas ruas, também foram colocadas guarnições fixas de PMs para monitorar a area.

Mas de acordo com os moradores, nada disso impede as ações. “A Polícia militar fica aí a todo momento, mas em qualquer momento que ela sai eles [os arremessadores] já começam a jogar [materiais ilícitos]. Não pode vacilar um segundo, eles são muito rápidos”, diz a dona de casa Conceição Silva. De acordo com o Sindicato dos Agentes Penitenciários, o que facilita a rotina desses arremesso é a falta de efetivo no presídio. No Pamfa, há cerca de 200 presos para cada agente peninteciário. Há plantões na unidade com apenas sete servidores, quando a média deveria ser de 50.

Hoje, a população carcerária na unidade é de 1452 presos. A superlotação é outro problema crônico. É possível pra ver as instalações precárias e improvisadas inclusive no pátio das unidades fora das celas. São os chamados “puxadinhos”, construções que abrigam muitos dos detentos. Há moradias inclusive coladas com os muros da unidade. Procurada, a Seres respondeu em nota informando que a unidade trabalha na identificação dos presos que aparecem nas imagens. Segundo o órgão até 17 de julho deste ano foram apreendidos no CPC 130 litros de bebida industrial e 1.457 litros da artesanal. Sobre os “puxadinhos”, a Seres declara que os vídeos são antigos e as construções já foram demolidas há cerca de dois meses.

Mais informações na matéria do repórter Rodrigo de Luna, da TV Clube, uma emissora do Sistema Opinião

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