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Polícia identifica suspeito de matar criança e padrasto em Itamaracá

Maquir José Lucas Reis da Silva, apontado como o autor dos disparos, cumpria pena e havia deixado a penitenciária através do benefício da saída temporária

agosto 12, 2019 às 16:54 - Por: Redação OP9

Maquir José Lucas Reis da Silva, suspeito de ter matado uma criança de dois anos e o padrasto dela em Itamaracá. Foto: PCPE

Lucas é suspeito de ter matado uma criança de dois anos e o padrasto dela em Itamaracá. Foto: PCPE

Dois dias após o assassinato de uma criança de dois anos e do padrasto dela em Itamaracá, a Polícia Civil conseguiu identificar o suspeito dos homicídios. Maquir José Lucas Reis da Silva, conhecido como Lucas, tem 26 anos e cumpria pena por tráfico de drogas e porte ilegal de arma de fogo na Penitenciária Agroindustrial São João. Ele deixou a unidade através do benefício da saída temporária no dia 12 de junho e não voltou. Outros dois suspeitos ainda estão sendo investigados por envolvimento no crime. Até o momento, ninguém foi preso.

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O caso está sendo investigado pela delegada Natália Araújo, da 8ª Delegacia de Homicídios. De acordo com a polícia, Lucas foi o autor dos disparos que mataram Flávio Alexandre da Silva, de 58 anos, e o pequeno Wyllames Arthur Correia do Nascimento, de dois anos.

O crime aconteceu em uma casa na localidade conhecida como PDS, nas proximidades do Forte Orange. Os corpos foram encontrados ao lado de um colchão em uma poça de sangue. Há indicação de que a criança foi atingida com pelo menos um tiro na cabeça. O duplo homicídio ocorreu por volta da 1h do sábado (10). Os assassinos fugiram. A polícia acredita que a criança tenha sido morta intencionalmente em um ajuste de dívida de drogas envolvendo o adulto. Ela estaria segurando a camisa do padrasto quando foi morta. Flávio Alexandre, que seria um ambulante que vendia pipoca na boca do rio entre os bairros de Sossego e Jaguaribe, estava de bruços. Artur estava deitado ao seu lado, no chão de terra.

Segundo a mãe de Artur, que não quis se identificar, sete pessoas estavam na casa quando dois homens armados chegaram. Eles mandaram todos se afastar de Flávio Alexandre, mas Artur, como era muito apegado a ele, ficou segurando sua camisa. A mulher afirmou que o companheiro fumava maconha, mas não tinha problema com ninguém. “Quem fez isso é um monstro, mas confio na justiça de Deus”, disse.

DENUNCIE

Quem tiver informações que possam contribuir com a polícia na localização do suspeito e identificação dos demais envolvidos no crime pode entrar em contato com os investigadores através da Ouvidoria da Secretaria de Defesa Social (181 e 0800.081.5001) ou pelo WhatsApp 9 9488-3455.

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