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Polícia Civil investiga vereadores do Cabo acusados de peculato

Suspeitos teriam participados de desvios de dinheiro da administração pública

setembro 19, 2018 às 10:32 - Por: Redação OP9

Peculato é caracterizado por desvios de um funcionário público contra a própria administração. Foto: Daniel Isaia/Agência BrasilPeculato é caracterizado por desvios de um funcionário público contra a própria administração. Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil

Peculato é caracterizado por desvios de um funcionário público contra a própria administração. Foto: Daniel Isaia/Agência Brasil

Cinco vereadores da Câmara Municipal do Cabo de Santo Agostinho estão sendo investigados pela Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) em operação deflagrada na manhã desta quarta-feira (19), nomeada Ghost (fantasma em português). Eles são acusados dos crimes de associação criminosa e peculato, crime caracterizado por desvios de um servidor contra a administração pública.

De acordo com o delegado Nelson Souto, gerente operacional das delegacias especializadas da PCPE, a operação está investigando a possível participação dos vereadores no repasse de verbas para funcionários comissionados. Seria o desvio dos salários dessas pessoas, conhecidas popularmente como “funcionários fantasmas”.

Os vereadores investigados são Mário Anderson da Silva Barreto (PSB), conhecido como Anderson Bocão, Gesse Valério de Oliveira (PR), Amaro Honorato da Silva (PRP), atualmente primeiro secretário da Câmara, Neemias José da Silva (PV) e Ezequiel Manoel dos Santos (PT), primeiro vice-presidente da Câmara.

Em 2016, Amaro Horonato da Silva (PRP) havia sido preso sob acusação de participação em fraudes na concessão de benefícios previdenciários de aposentadoria, obtidas na Agência Previdenciária de São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife (RMR). Já na operação deflagrada nesta quarta-feira (19), nenhum dos investigados foi preso, mas já foram afastados de seus cargos.

Buscas

A Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) cumpriu 13 mandados de busca e apreensão no Cabo de Santo Agostinho, incluindo a Câmara Municipal e as residências dos envolvidos, que que são vereadores e “funcionários fantasmas”. Ainda não se sabe se as pessoas que recebem através de cargo comissionado foram afastadas. Durante as buscas, foram encontrados documentos e computadores que serão objeto de perícia para investigação. “A partir daí, vamos saber a individualidade de casa caso”, explica o delegado Nelson Souto.

As investigações da operação Ghost começaram em março de 2017, sob comando da delegada Patrícia Domingos e apoio da Diretoria Integrada Especializada (DIRESP) e da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL). Todos os mandados foram expedidos pelo juiz da vara criminal da Comarca do Cabo de Santo Agostinho.

Cerca de 80 policiais civis foram empregados para participar da execução da Ghost, incluindo delegados, agentes e escrivães. Mais detalhes sobre as investigações vão ser divulgados pela PCPE ainda nesta manhã.

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