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Padrasto de criança de um ano e quatro meses morta em Olinda é preso

Ajudante de pedreiro havia garantido inocência em depoimento prestado na terça-feira e tentou incriminar a mãe da vítima, uma adolescente de 14 anos, pelo assassinato

Março 14, 2019 às 19:33 - Por: Redação OP9

Laudo comprova que a criança morta, de um ano e cinco meses, foi vítima de violência. Foto: Cortesia

Laudo comprova que a criança morta, de um ano e cinco meses, foi vítima de violência. Foto: Cortesia

O padrasto da criança de um ano e quatro meses que morreu em Olinda em decorrência de hemorragia interna e politraumatismos na segunda-feira (11) foi preso na tarde desta quinta (14) ao se apresentar novamente na delegacia do Varadouro. O mandado de prisão, de acordo com o delegado do caso, Felipe Monteiro, havia sido emitido pela Justiça desde a noite da quarta (13), mas o suspeito não havia sido localizado no endereço informado.

É a segunda vez que o ajudante de pedreiro se apresenta à polícia. Na primeira, na terça-feira (12) ele prestou depoimento e garantiu não ter envolvimento no caso. O rapaz acusou a mãe da menina, que havia saído de casa e deixado a filha com o companheiro para ir ao médico, da prática de maus tratos e agressões contra a criança. Ao deixar a delegacia, de onde seguiu para o Cotel, o rapaz, algemado, garantiu novamente ser inocente.

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Já a mãe, de 14 anos, afirma ter encontrado a menina inerte no berço ao chegar em casa. O corpo da garota apresentava sinais de estrangulamento, hematomas no rosto e nas costas e queimaduras nas bochechas. Ela também relatou à polícia que o companheiro era violento com a enteada. No depoimento, a menor também informou ter corrido para socorrer a filha na UPA de Peixinhos, onde a criança já chegou morta, de acordo com os médicos. Por conta das marcas de violência, a equipe que prestou atendimento desconfiou que a garota tivesse sido agredida e acionou a polícia. Dois dias depois, o Instituto de Medicina Legal (IML) emitiu laudo confirmando que as lesões foram decorrentes de violência.

De acordo com o delegado do caso, o prazo para a conclusão do inquérito é de dez dias. Ele considera que os indícios apontando o padrasto da vítima como autor do crime são suficientemente fortes para justificar a prisão, mas outras pessoas que podem ter envolvimento na morte ainda são consideradas suspeitas e ainda há depoimentos a serem colhidos até que se chegue ao culpado de fato.

Durante o velório da criança, enterrada na quarta (13), uma tia e uma avó da criança relataram à imprensa que o auxiliar de pedreiro havia manifestado a vontade de deixar a menina definitivamente na casa de parentes por não ter obrigação de sustentá-la e não querer conviver com a enteada. “Ele deixou a menina comigo no domingo e queria que ela ficasse na minha casa. Ela estava saudável, brincando e comeu bem. Eu até quis ficar com ela, mas a mãe teve saudade e voltou para buscá-la. No outro dia, quando chegou a notícia que minha neta morreu, eu nem acreditei”, detalha ela, que afirma ter certeza de que o padrasto tem responsabilidade na morte da criança. Uma das tia da vítima também confirmou que o rapaz era violento com a companheira e com a menina e não tinha nenhum envolvimento afetivo com a criança.

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