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Novo golpe em compras virtuais revela engenhosidade de bandidos

De acordo com a delegada Beatriz Gibson, suspeitos estudaram detalhadamente a logística do transporte dos produtos e se aproveitam disso para aplicar os golpes

setembro 17, 2019 às 13:19 - Por: Redação OP9

A Polícia Civil de Pernambuco está à procura de um homem, identificado apenas como Fernando, que tem aplicado uma nova e refinada modalidade de golpe envolvendo a compra e a venda de aparelhos eletrônicos. A suspeita, de acordo com a polícia, é de que motoristas de uma transportadora responsável pelas entregas de uma grande rede de lojas de eletroeletrônicos também estejam envolvidos nos crimes.

De acordo com a delegada Beatriz Gibson, responsável pelas investigações, o suspeito alicia os motoristas, que danificam os produtos previamente escolhidos — especialmente smart TVs e Iphones — durante o processo de transporte. “Assim, a mercadoria é entregue ao comprador com defeito e o cliente solicita à empresa a coleta do produto para troca. Nesse contato, é informado que a coleta será feita em até dez dias. Sabendo disso, o motorista ou o mentor do golpe retorna à residência da vítima em até 48 horas para pegar o eletrônico. O cliente só percebe o golpe quando os verdadeiros coletores aparecem para pegar o produto”.

Segundo a delegada, os responsáveis pelo golpe entendem em detalhes a logística do transporte desses equipamentos e se aproveitam disso. Depois dessa primeira etapa do crime, eles partem então para a fase que lhes garante faturar dinheiro: a venda das mercadorias em sites de vendas. “As pessoas que adquiriam esses produtos não tinham conhecimento de que se tratava de itens furtados. Só chegamos até os autores porque, em uma venda de uma televisão, eles esqueceram de entregar o cabo de áudio do aparelho. O novo comprador então ligou para o número na nota fiscal e contatou a verdadeira dona do aparelho, que percebeu o golpe”.

Um motorista e um ajudante localizados apontaram Fernando como mentor e cabeça do esquema. De acordo com os dois comparsas, já ouvidos e indiciados pela polícia, eles recebiam R$ 200 por cada mercadoria desviada. Ambos responderão pelo crime de estelionato e também foram enquadrados na Lei de Defesa do Consumidor por facilitarem fraudes a clientes. A polícia já contabilizou quatro vítimas do golpe, mas os policiais acreditam que o número pode ser muito maior.

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