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Nathalia Lima, cientista premiada que quer construir uma nova química

Única pesquisadora do Norte-Nordeste contemplada na 13ª edição do “Para Mulheres na Ciência” se dedica a aumentar o prazo de validade do cimento

dezembro 29, 2018 às 08:44 - Por: André Duarte

Arte: Keops Ferraz/OP9

Arte: Keops Ferraz/OP9

Apaixonar-se por um objeto de pesquisa pode soar estranho para quem não dedicou boa parte da vida enfurnado em livros e em laboratórios. Para a pernambucana Nathalia Lima, a curiosidade sobre o cimento – sim, o cimento – virou quase uma obsessão: “Foi paixão à primeira vista”, recorda.

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E foi graças a um estudo sobre o produto que esta pós-doutoranda em química pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) tornou-se a única pesquisadora do Norte-Nordeste premiada na 13ª edição do “Para Mulheres na Ciência”, promovida em agosto de 2018. A pernambucana ficou entre as sete jovens cientistas brasileiras escolhidas na seleção supervisionada pela Unesco.

Nathalia foi reconhecida pela comunidade científica por se dedicar a aumentar o prazo de validade do cimento, que costuma ser de 90 dias, e, por tabela, ajudar a pavimentar a economia brasileira através da química. “Meu objeto é aumentar a validade do cimento, que é amplamente utilizado em todas as regiões do país”, resume. Para tentar alongar a durabilidade do insumo fundamental na construção civil, Nathalia usa técnicas de microscopia de fluorescência e química quântica.

Ela já carimbou o destino da bolsa de R$ 50 mil concedida durante a cerimônia de premiação no Rio de Janeiro. O recurso será integralmente investido na própria pesquisa sobre o cimento e naquilo que ela apontou como o grande combustível de sua entrega: “O conhecimento tem que ser compartilhado”, defendeu.

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