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Homem justifica agressão a idoso por golpe dado em venda de carro

De acordo com suspeito, José Guilherme teria participação num golpe aplicado contra ele em novembro

dezembro 5, 2018 às 18:53 - Por: Redação OP9


O suspeito de agredir um idoso no início da semana quebrou o silêncio. Após o caso ganhar repercussão com o vídeo que mostra a violência contra José Guilherme, de 69 anos, ganhar as redes sociais, o homem resolveu falar sobre o que o levou a desferir socos no senhor. Nesta quarta-feira (5), o agressor, que definiu a ofensiva como um “ato impensado”, disse ter sofrido um golpe aplicado pelo idoso na compra de um carro. O prejuízo  teria sido avaliado em R$ 27 mil. O veículo teria sido negociado entre ele, José Guilherme e um terceiro homem identificado como Osvaldo, que foi responsável por entrar em contato com o advogado para fazer as primeiras negociações.

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Segundo o agressor, o idoso teria ido avaliar o carro para realizar a compra. Depois de checar o veículo pela manhã, José Guilherme teria falado que retornaria à tarde para que as partes fossem ao cartório realizar os trâmites da venda. O suspeito ainda contou que quem faria o pagamento seria o Osvaldo e que tudo não passava de um golpe. “Ele falou que iriam ao banco fazer o pagamento e me mandar o comprovante. Quando deu a hora, minha mãe foi ao cartório e passou um recibo para ele (José Guilherme). Eu estava entrando em contato com o Osvaldo para ele fazer o depósito. Nisso, o Guilherme pediu para que eu fosse no apartamento dele. Eu não tinha recebido o pagamento do Osvaldo. Guilherme falou para irmos logo ao Detran. Fez tudo para eu ficar a tarde toda rodando com ele e não ver o depósito”, contou o suspeito.

O agressor ainda relatou que, quando a vistoria do veículo no Detran-PE acabou, entrou em contato com o Osvaldo cobrando o dinheiro. O homem, segundo ele, disse que não tinha feito o pagamento porque o banco estava cheio e chegou a enviar uma foto. “Por volta das 17h, quando terminou a vistoria do carro, entramos em contato com o Osvaldo cobrando o dinheiro. Ele disse que o banco estava lotado e me mandou uma foto. Só que depois eu descobri que essa foto era da internet, quando o banco estava de greve. O Guilherme entrou em contato com o Osvaldo dizendo que tudo já estava terminado”, disse. Logo após, ele recebeu um comprovante que seria o da transferência do dinheiro. “Cerca de dez minutos depois, o Osvaldo me manda um comprovante de transferência online. Como eu vi o comprovante, eu confiei neles. O Guilherme me deixou em casa e foi embora com o carro”, completou. 

No dia seguinte a negociação, o suspeito procurou o banco para checar o depósito, mas a gerência informou que o depósito tinha sido feito em cheque. Segundo ele, foi nesse momento em que percebeu que tinha caído em um golpe. Ainda de acordo com ele, ele entrou em contato com Osvaldo, que o bloqueou num aplicativo de troca de mensagens. O agressor se dirigiu até a casa do idoso para cobrar explicações e teria recebido como resposta que o carro já não estava com ele. “Fui na residência do Guilherme, falei o que tinha acontecido e ele disse que não estava mais com o carro, que teria se desfeito. Disse que teve uma grande vantagem em cima do carro e que não estava mais com ele”.

Ele conta que propôs que as partes envolvidas fossem na delegacia para que o impasse fosse resolvido, mas o idoso não teria se apresentado. O agressor disse que, depois de duas horas esperando, procurou a Delegacia do Espinheiro e lá descobriu que contra o idoso havia várias denúncias de furtos, roubos e estelionato, além de um mandado de prisão. “O escrivão viu que Guilherme tinha várias queixas contra ele de roubos, furtos e estelionato. Tem um mandado de prisão contra ele. O escrivão pediu que eu voltasse no outro dia para falar com o comissário. Voltei no outro dia e me falaram que o delegado estava de transferência e que não tinha policial para realizar diligência. O comissário disse que não iria fazer a diligência porque não iria sozinho”, lembrou

No dia 1º de dezembro, ele teria encontrado o idoso enquanto passava por uma loja de amendoins, localizada no Cordeiro, Zona Oeste do Recife.  O suspeito informou que, ao encontrar o suposto golpista, não mediu as consequências e, de fato, deu um soco no idoso. “Foi quando tudo aconteceu, eu perdi a cabeça onde houve a agressão”, desabafou.

Para outras informações, assista a reportagem de Fábio Mendes, da TV Clube, uma emissora do Sistema Opinião

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