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Estudante de jornalismo é vítima de agressão no Recife Antigo

“Ele falou que depois das eleições a minha raça iria acabar”, afirmou o jovem, que é homossexual e alega que motivação foi intolerância sexual

outubro 11, 2018 às 21:18 - Por: Redação OP9

Vítima estava na Avenida Marquês de Olinda quando foi agredida. Foto: Reprodução/Google Maps

Vítima estava na Avenida Marquês de Olinda quando foi agredida. Foto: Reprodução/Google Maps

Um dia após a notícia de que uma mulher teve o punho quebrado em um bar no bairro do Arruda após uma discussão política, um estudante de jornalismo foi agredido no Bairro do Recife no início da noite desta quinta-feira (11) por um homem em uma moto. O motivo seria o fato de ele ser homossexual. A vítima comprava um lanche em um fiteiro na Avenida Marquês de Olinda quando o suspeito o abordou e deu um tapa em seu rosto. De acordo com a vítima, o homem estava com camisa de time de futebol.

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“Ele falou que depois das eleições a minha raça iria acabar”, afirmou o universitário. Muito abalado, ele disse que está com medo de sair de casa, mas foi até a delegacia de Boa Viagem registrar a queixa em um Boletim de Ocorrência. A localidade onde ele foi agredido é monitorada por câmeras de segurança, o que pode ajudar a polícia a identificar o criminoso.

Nesta quarta-feira, uma servidora da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) recebeu alta do hospital após ser espancada e ameaçada de morte, segundo ela, por usar bottons e adesivos em apoio ao candidato Ciro Gomes e ao movimento #EleNão, símbolo contra o candidato Jair Bolsonaro (PSL). Em nota, a Fundaj repudiou a ação e se solidarizou com a funcionária, além de se colocar à disposição para ajudá-la no que for necessário. “Assim como defende a apuração dos fatos pelas autoridades policiais e a punição devida dos envolvidos com as agressões sofridas”.

Também nesta quarta-feira, ganhou repercussão outro caso de violência contra a mulher igualmente motivado por divergências políticas, desta vez em Porto Alegre. Uma mulher de 19 anos teve a barriga supostamente marcada com um canivete por vestir camiseta com a hashtag “#EleNão”.

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