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Estudante de 12 anos traz medalha de ouro para Pernambuco na OBM

Gabriel Bastos Duarte foi o primeiro recifense no primeiro lugar da Olimpíada Brasileira de Matemática. Estado não figurava entre os primeiros há 16 anos

dezembro 27, 2018 às 19:55 - Por:

Gabriel também participou das três competições nacionais de judô. Foto: GGE/Divulgação

Gabriel também participou das três competições nacionais de judô. Foto: GGE/Divulgação

Pernambuco voltou ao lugar mais alto do pódio da Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) depois de 16 anos. O responsável pela façanha é Gabriel Bastos Duarte, de 12 anos. Ele competiu no nível 1 da disputa com alunos do 6º e 7º ano. O título é o primeiro do Recife em 40 anos de competição. Não bastasse isso, o garoto foi o único medalhista do Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

O ano de 2018 foi intenso para o atleta, já que disputou seis olimpíadas de matemática, sendo medalhistas em cinco delas. A classificação para a OBM veio depois das Olimpíadas Brasileira de Matemática de Escolas Públicas e Privadas (OBMEP). Gabriel passou da primeira fase, ficando entre os 1,2 milhão de 20 milhões de inscritos.

Buscando uma vaga, figurou entre os 300 melhores do país e, enfim, se qualificou a uma vaga na OBM. De acordo com a família, o segredo para o sucesso do pré-adolescente é a divisão do tempo entre estudo, esportes e lazer. Ele faz todas as atividades que uma criança da idade dele desempenha. Além da matemática, outra paixão de Gabriel é o judô, e no tatame ele também ocupa um papel importante. “Eu vejo que foi recompensado no que ele faz. Ele é muito focado no judô, já é tri-campeão estadual (2016, 2017 e 2018). E faz tudo que um garoto faz, mas divide bem o tempo”, conta o matemático Gustavo Duarte, pai de Gabriel.

Ele irá escolher a profissão que desejar. Aqui em casa não colocamos pressão.

Gustavo Duarte
Pai do estudante

A escola em que Gabriel estuda percebeu a desenvoltura do aluno na matemática e logo o colocou nas turmas que se preparam para as disputas. Ao longo do ano, foram muitas aulas extras e muita dedicação para alcançar o sonhado objetivo. “Na primeira sondagem que fiz com Gabriel, vi que ele tinha potencial. Mas conquistar essa medalha foi algo que nunca imaginei. A OBM é a maior prova de matemática do mundo. Tem três vezes o número de inscritos do Enem. Gabriel concorreu com alunos do sétimo ano que já avançaram no conteúdo e por isso tinham mais vantagem”, relata o professor de matemática Márcio, tutor nas aulas do estudante para a OBM. Além das exatas, o estudante também apresenta um ótimo desempenho nas outras disciplinas. No ano letivo de 2018, a média geral – com todas as matérias – foi de 9.4. 

Matheus Rocha

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