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Cirurgia inédita salva cachorro de rua resgatado com cinomose

Procedimento inédito com o uso de células-tronco promete eliminar o vírus causador da doença em menos de dois dias. Um filhote passou pela cirurgia no Recife e os resultados foram surpreendentes

dezembro 11, 2018 às 15:11 - Por: Redação OP9

A cinomose, doença de alto risco que atinge principalmente cães filhotes, agora tem uma opção de cura mais eficaz. Uma cirurgia inédita com o uso de células-tronco promete eliminar o vírus causador da cinomose em menos de dois dias. No Recife, um cão de rua de 4 meses resgatado por um casal foi diagnosticado com o vírus. Depois de ser considerada até a possibilidade de eutanásia por médicos, devido ao alto grau de debilidade do cão, o veterinário Magno José Gonçalves apresentou uma cirurgia inédita com o uso de células-tronco.

“Hoje o procedimento normalmente é realizado por células-tronco por via sistêmica, então não há um direcionamento ideal para o tecido lesionado. No caso de Malte (nome do cão), a gente identificou a lesão no cérebro e injetou 6 milhões de células in loco, ou seja, no local da lesão, o cérebro”, explicou o veterinário Magno Gonçalves. A cirurgia do cachorro adotado pela arquiteta Mel Sobral e o companheiro foi considerada de sucesso.

Os resultados do procedimento foram surpreendentes. Menos de 48 horas depois, Malte já conseguia caminhar, alimentar-se e reconhecer as pessoas. “Quando a cirurgia é feita por via sistêmica é preciso entre três e quatro aplicações, uma por mês, para conseguir chegar a um resultado”, explicou o veterinário responsável pela cirurgia que já é estudada há cerca de sete anos.

Para Mel Sobral, que adotou o cão, a escolha de tentar o novo procedimento foi acertada. “Não entrava na minha cabeça devolver o cão para rua ou eutanasiar sem tentar tudo”, disse, emocionada.

A cinomose

A doença com a qual Malta foi diagnosticado pode atingir vários órgãos, inclusive com chances de atuar em todo o organismo. A cinomose é causada por um vírus muito resistente a ambientes secos e frios, sendo sensível ao calor e luz solar, por exemplo. A doença pode causar o óbito dos animais filhotes, mas os adultos, caso não estejam vacinados, também podem se contaminar.

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