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Caso Aldeia: esposa e filho de cardiologista vão a júri popular

Restos mortais do médico foram encontrados esquartejados e parcialmente carbonizados no fundo de um poço no residencial de luxo onde a família morava

Fevereiro 11, 2019 às 21:32 - Por: Redação OP9

Família vivia em um condomínio de luxo em Aldeia. Foto: Facebook/Reprodução

Na foto, médico ao lado da esposa e do filho acusados de matá-lo. Foto: Facebook/Reprodução

Os dois acusados de matar o médico Denirson Paes da Silva, a esposa e o filho da vítima, serão levados a júri popular. Jussara Rodrigues da Silva Paes, 55, e Danilo Paes Rodrigues, 23, vão ser julgados por homicídio e ocultação de cadáver. A decisão de pronúncia do processo, publicada nesta segunda-feira (11), foi da juíza Marília Falcone Gomes Lócio, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Camaragibe. O cardiologista foi encontrado esquartejado e parcialmente carbonizado dentro de um poço no residencial de luxo onde a família morava em Aldeia, Camaragibe, em julho do ano passado. O julgamento ainda não tem data marcada.

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De acordo com o Tribunal de Justiça, com relação às qualificadoras dos crimes – motivo torpe, por meio cruel e sem possibilidade de defesa da vítima – apresentadas na denúncia do Ministério Público, a magistrada decidiu que caberá ao Conselho de Sentença deliberar sobre o caso. Em decisão, também foram mantidas a prisão preventiva da ré, que está na Colônia Penal Feminina do Recife, e a liberdade provisória do réu.

Ainda de acordo com a denúncia, o crime foi motivado porque a esposa não aceitava o término do relacionamento com a vítima, bem como por interesse patrimonial. Após intimação das partes, defesa e acusação terão até cinco dias para apresentação do rol de testemunhas, além da possibilidade de anexar documentos à ação e requerer diligências.

Confira o vídeo divulgado por Danilo Paes após ter sido solto

Relembre o caso

O corpo de Denirson foi localizado durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão solicitado pela delegada Carmen Lúcia Andrade, que investigava o caso. O cadáver, achado esquartejado foi jogado em um poço de 25 metros de profundidade nas proximidades da residência da família. No local, também foi jogada uma grande quantidade de areia, metralha e cloro, o que foi feito, segundo a polícia, com a intenção de dificultar a localização do cadáver e disfarçar o cheiro do corpo em decomposição.

Denirson Paes era cardiologista e trabalhou em grandes unidades de saúde do Recife, como os hospitais Getúlio Vargas, das Clínicas, do Exército e o Procape, referência em doenças do coração no estado. Além de formado em medicina pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), ele também se graduou em direito pela Uninassau. O médico e a esposa nasceram na cidade de Campo Alegre de Lourdes, no interior da Bahia.

Pouco antes de ser morto, Denirson havia, segundo o pai do médico, anunciado que queria se separar de Jussara. O casal tinha viagem marcada para os Estados Unidos em junho e, no dia 30 de maio, o médico cancelou o passeio. No mesmo dia, ligou para o consultório particular onde atendia e avisou que manteria os atendimentos marcados para o período de folga. Essa foi a última vez que o cardiologista manteve contato com alguém. No dia seguinte, segundo a esposa, ele desapareceu.

Somente no dia 20 de junho, Jussara Paes registrou queixa sobre o desaparecimento do marido na Delegacia de Camaragibe. Durante o período, amigos, clínicas e laboratórios para os quais o médico prestava serviço utilizaram as redes sociais buscando informações sobre o paradeiro de Denirson Paes.

No boletim de ocorrência, a esposa da vítima chegou a dizer que ele poderia ter viajado para os Estados Unidos sem ela e, em seguida, partido para a Rússia para ver os jogos da Copa do Mundo. Ainda no depoimento, ela confirmou que o marido foi visto pela última vez no dia 31 de maio. Data que consta nos autos do processo como dia da morte do médico. Na verificação feita pala polícia nas imagens do circuito interno do condomínio, foi verificado que Denirson não saiu do local.

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