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Bolsonaro chega a PE para anunciar verbas e entregar casas

Presidente terá compromissos no Recife e em Petrolina, no Sertão do estado. Essa é a primeira viagem dele ao Nordeste

Maio 24, 2019 às 07:43 - Por: Redação OP9, com agências

Vinda de Bolsonaro a Pernambuco é a primeira agenda no Nordeste desde que ele assumiu a Presidência da República. Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil

Vinda de Bolsonaro a Pernambuco é a primeira agenda no Nordeste desde que ele assumiu a Presidência da República. Foto: Vladimir Platonow/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro chega a Pernambuco nesta sexta-feira (24) na primeira viagem oficial dele ao Nordeste. O roteiro tomará todo o dia, com compromissos no Recife e em Petrolina, no Sertão do estado. Na capital, o presidente deverá anunciar um acréscimo de R$ 2,1 bilhões ao Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, a ser usado em obras de infraestrutura. Ao todo, o fundo passará a ter R$ 25,8 bilhões em 2019. Já em Petrolina, Bolsonaro vai entregar um conjunto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida.

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Oficialmente, a viagem marcará o lançamento do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE), elaborado pela primeira vez, no âmbito da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). O presidente vai se reunir, no Instituto Ricardo Brennand, complexo cultural da capital pernambucana, com 11 governadores.

Todos da região confirmaram presença – Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Além deles, irão os governadores de Minas Gerais e Espírito Santo, abrangendo parte do Sudene. Parlamentares nordestinos, que cobravam a ida do presidente à região, também estão sendo convidados.

Na primeira entrevista após assumir o cargo, Bolsonaro disse que os governadores nordestinos não deveriam pedir dinheiro a ele. “Não venham pedir nada para mim, porque não sou presidente. O presidente está lá em Curitiba”, disse ele, em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava Jato. Bolsonaro, porém, argumentou que não abriria uma guerra política para não prejudicar os eleitores. “Não posso fazer uma guerra com governador do Nordeste atrapalhando a população. O homem mais sofrido do Brasil está na Região Nordeste. Vamos mergulhar para resolver muitos problemas do Nordeste.”

Manifestantes não deverão ter acesso ao presidente

Na contramão da figura de “mito” populista que se desenhava durante a campanha, a passagem do presidente pelo Recife será longe da população. Em um estado governado por um partido de oposição e com fortes laços com o ex-presidente Lula (PT), a agenda de Bolsonaro, ao que parece, foi pensada para blindar qualquer protesto marcados contra ele.

Tudo começa com a escolha do local para o anúncio de recursos e fortalecimento de órgãos regionais. Situado numa área de 77.603 m² e rodeado por mata atlântica, o Instituto Ricardo Brennand, na Várzea, não foi por acaso. Para chegar ao local, há um portão com controle de acesso e, depois, ainda é preciso percorrer uma estrada que a pé demora cerca de 15 minutos.

Do lado de fora, estudantes das universidades e institutos federais que sofreram bloqueios orçamentários preparam um protesto com direito a carro e bicicleta de som, carta aberta e queima de um caixão em referência ao chefe do executivo federal. Os manifestantes farão ainda um cortejo com saída da editora da UFPE até a porta do instituto Ricardo Brennand.

Nas redes sociais, a expectativa para a agenda de Bolsonaro é grande. Chovem memes e críticas. No Facebook, um evento intitulado como “Levantar muro para Bolsonaro não entrar em Recife” conta com a confirmação de presença ou de interesse de 14,7 mil pessoas. O nome faz referência à ordem assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para construir uma barreira contra imigrantes na fronteira com o México.

Em Petrolina, onde também cumpre agenda, o presidente não receberá mais o título de cidadão petrolinense. A proposta para conceder a homenagem seria votada nesta quinta-feira (23), mas foi retirada de pauta após pressão de alguns vereadores e populares. O projeto de decreto legislativo foi apresentado pelo vereador Elias Passos Jardim (PHS), que alegou ser justa a homenagem pelo esforço do presidente de retirar o brasil da crise.

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