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Assassinato do professor Sandro Cipriano foi planejado, diz polícia

De acordo com delegada do caso, latrocínio foi cometido por homem com quem a vítima mantinha um relacionamento afetivo com encontros eventuais

julho 10, 2019 às 13:25 - Por: Redação OP9

A morte do professor Sandro Cipriano, assassinado no dia 27 de junho em Pombos, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, foi planejada, de acordo com a polícia. Em coletiva para detalhar a prisão de Anderson Antônio da Silva, ocorrida na terça-feira (9), a delegada responsável pelo caso, Maria Carolina Martins, explicou que o suspeito, com quem Sandro mantinha um relacionamento afetivo com encontros eventuais, marcou uma ida à casa da vítima com já com o intuito de cometer o latrocínio.

Segundo a polícia, crime foi cometido por razões patrimoniais. Foto: Cortesia

Segundo a polícia, crime foi cometido por razões patrimoniais. Foto: Cortesia

“Eles se encontram, o investigado entra no veículo da vítima, efetua um disparo de arma de fogo, posteriormente segue para desovar o corpo e em seguida efetua a subtração patrimonial na casa de Sandro”, explica Carolina. Depois de roubar vários eletrodomésticos e cartões bancários, o suspeito usou o carro do professor para deixar o local e transportar os objetos. O veículo foi encontrado carbonizado no dia 30 em uma área rural de Pombos.

Por conta dos indícios coletados nas investigações, Anderson vai ser indiciado pelos crimes de latrocínio e oculação de cadáver. Com as apurações, também foi descartada a possibilidade de crime de ódio motivado por homofobia, o que havia sido levantado por conta de a vítima ser homossexual e ativista da causa LGBT. “A motivação foi estritamente patrimonial”, analisa o delegado Sérgio Moura, que também participou das investigações.

Sobre a possibilidade de participação de um cúmplice de Anderson no latrocínio, Carolina explica que essa possibilidade é considerada pela polícia e que as investigações sobre o caso ainda estão em andamento, mas correm sob sigilo.

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De acordo com a polícia, Anderson costumava receber vantagens financeiras da vítima e o relacionamento dele com Sandro era regido pela troca de favores. A prisão do suspeito ocorreu em consequência de um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça.

Sandro, de 35 anos, era militante dos direitos sociais, ativista LGBT, atuava como docente e diretor do Serviço de Tecnologia Alternativa (Serta), em Glória do Goitá, e fazia parte do conselho diretor da Associação Brasileira de ONGs. Entre os alunos e colegas, ele era reconhecido como grande liderança e profissional dedicado e cuidadoso. A morte teve grande repercussão na cidade e entre entidades de defesa dos direitos humanos.

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