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Aluna que anunciou massacre em escola esfaqueia colega

Adolescente de 15 anos golpeou colega de turma e ameaçou outros estudantes da Escola Professora Stella Maria Santos Pinto Barros, em Abreu e e Lima

Março 22, 2019 às 12:15 - Por: Redação OP9

Uma adolescente de 15 anos, aluna da Escola Professora Stella Maria Santos Pinto Barros, em Abreu e e Lima, na Região Metropolitana do Recife, foi apreendida na manhã desta sexta-feira por ter esfaqueado um colega de turma e ameaçado outros estudantes da instituição. O estudante agredido, de 14 anos, sofreu um corte profundo nas costas. Ele foi atendido na Unidade de Pronto Atendimento da cidade e passa por exames, mas não corre risco de morte.

A possibilidade de um ataque na escola nos moldes do que ocorreu na cidade de Suzano, em São Paulo, quando 10 pessoas foram mortas em um ataque praticado por um adolescente e um homem de 25 anos, vinha circulando em postagens em aplicativos de mensagens e nas redes sociais. De acordo com uma colega de turma da autora e da vítima, a adolescente apontada como responsável pela agressão avisou pelo Facebook que aconteceria “um grande massacre” na escola nesta sexta-feira (22).

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Colegas de turma da suspeita contaram que desconfiaram do comportamento da garota, que vinha se mostrando insensível e agressiva desde o massacre na escola paulista. “Ela estava me olhando com uma cara estranha, me encarando, e fez isso com outras pessoas. Nos olhava e colocava a mão na bolsa, como se fosse pegar algo. Eu já estava ligada e fiquei observando, até que ela mudou de cadeira para um lugar que seria mais fácil atacar os colegas, derrubou um caneta no chão e fez com que nosso colega se abaixasse. Nesse momento ela pegou a faca e cravou nas costas dele”, contou, bastante assustada, uma aluna que presenciou o ataque.

Além de ter reagido às tragédia de Suzano comentando em grupos de WhatsApp que “deveria ter morrido mais gente”, segundo relataram colegas, a adolescente apontada como autora do ataque já teria expressado a vontade de matar alguém. “Ela dizia tinha perdido os pais, não tinha mais família e vivia com raiva, revoltada. É uma pessoa que nunca sorri”, contou outro colega.

Amedrontados, os alunos afirmam que o ataque poderia ter consequências mais graves. “Quando vi que ela estava esfaqueando meu colega, fui para cima e dei uma pancada na cabeça dela. Mas ela estava disposta a agredir mais gente”, disse um adolescente que estava ao lado do estudante atacado. Por conta das ameaças que vinham circulando entre os alunos, poucos estudantes estavam na escola nesta sexta-feira. Dos mais de 40 alunos da sala onde ocorreu o ataque, apenas 19 foram à aula.

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