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Advogado se passa por PM para dar fuga a suspeito de estuprar menina

Segundo testemunhas, o advogado se apresentou como comandante de polícia de São José da Coroa Grande e conseguiu livrar o flagrante do tio

novembro 5, 2018 às 20:45 - Por: Redação OP9

Estupro teria acontecido no banheiro da orla de São José da Coroa Grande. Foto: Reprodução/Google Maps

Estupro teria acontecido no banheiro da orla de São José da Coroa Grande. Foto: Reprodução/Google Maps

A Polícia Civil vai investigar um advogado suspeito de ter se passado por comandante da Polícia Militar de São José da Coroa Grande, no Litoral Sul de Pernambuco, para dar fuga a um tio que teria estuprado uma criança de 7 anos. Segundo testemunhas, o advogado chegou em um carro e se apresentou como tenente Andrade, responsável pelo policiamento dos municípios de São José da Coroa Grande e Barreiros, a populares que detinham o suspeito. Ele argumentou que levaria o homem à delegacia.

Sem saber, o grupo que esperava guarnições da polícia liberou o homem. O advogado, então, foi embora no automóvel particular com o suspeito, a irmã dele e o cunhado, que seria um secretário municipal. A localização deles é desconhecida.

Após saber do caso, o tenente Andrade afirmou que irá prestar uma queixa nesta quarta-feira (05), na delegacia da cidade, por falsidade ideológica e irá denunciar o advogado à Ordem de Advogados do Brasil (OAB), seccional Pernambuco. Ele também pedirá danos morais porque disse que teve o nome manchado. “Eu estava de folga quando recebi uma ligação dos policiais perguntando onde estava o suspeito de ter estuprado a criança. Eu disse que não estava sabendo de nada e me falaram que estava a maior confusão na delegacia. Mandei uma foto minha pelo WhatsApp e os pais da menina viram que não fui eu, que foi outro homem”, afirmou o comandante.

O comandante informou também que nesta quarta-feira os pais da vítima e testemunhas do crime serão ouvidos. O suposto estupro teria ocorrido na orla de São José da Coroa Grande, no último sábado (3). O homem, identificado apenas como Ricardo, teria levado a menina ao banheiro e acariciado as partes íntimas dela. Populares viram a ação e conseguiram deter o suspeito, que já teria histórico de importunação sexual na cidade. A família dele, no entanto, alega que ele teria problemas psicológicos. Um Boletim de Ocorrência foi registrado pelos pais da menina, que foi encaminhada ao Instituto de Criminalística para exame sexológico.

O OP9 ligou para o advogado, mas não conseguiu contato.  A reportagem também entrou em contato com a irmã do suspeito de estuprar a menina e tia do advogado. Segundo ela, o estupro não ocorreu. “A menina já fez corpo de delito e isso não existiu”, disse. Questionada sobre o episódio em que seu sobrinho se passou por policial para livrar o flagrante do irmão, ela disse que não poderia falar e desligou o telefone.

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