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Romarinho é preso pela Polícia Federal em shopping de Fortaleza

Criminoso ganhou projeção nacional em setembro de 2018, após a fuga em massa na PB1, em João Pessoa. Romarinho comandou a fuga com um fuzil em mãos

junho 14, 2019 às 20:18 - Por: Redação OP9

Romarinho, quando foi preso em Fortaleza (esq), e uma imagem de arquivo do criminoso (dir)

Romarinho, quando foi preso em Fortaleza (esq), e uma imagem de arquivo do criminoso (dir)

Um dos fugitivos mais perigosos da Paraíba, Romário Gomes Silveira, conhecido como Romarinho, teria sido preso numa operação da Polícia Federal do Ceará, num shopping de Fortaleza, na noite desta sexta-feira (14). A ação contou com auxílio da inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará.

Romarinho ganhou projeção nacional em setembro do ano passado, após a fuga em massa que aconteceu na Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes, o PB1, em João Pessoa, capital da Paraíba.

A investida que proporcionou que 92 detentos da unidade prisional fugissem aconteceu após criminosos explodirem o portão principal do presídio e irem às celas para liberarem os apenados. Durante a ação, Romarinho foi o grande protagonista da cena e flagrado por câmeras de segurança comandando a fuga com um fuzil em mãos.

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Antes de ser preso, Romarinho intercalava a vida entre ser assaltante de banco e funcionário público. Através da influência da mãe, líder comunitária Maria do Rosário Gomes, conhecida no bairro como Neném da Liberdade, ferrenha defensora do PSDB, Romário foi assessor comissionado da Prefeitura de Campina Grande e chegou a receber um salário de R$ 2 mil para a função de “apoio administrativo”. Romarinho foi exonerado do cargo em fevereiro de 2018, após ser preso durante uma operação integrada das polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil.

“Ele faz parte de um grupo com atuação no Brasil todo. Parte das munições vem da Rússia, da Romênia, dos Estados Unidos. As armas vieram do Paraguai, nos Estados Unidos, da Argentina. Por conta da origem desse material, dá pra dizer que a atuação não é apenas local. No Nordeste, Romário e os comparsas comandavam as ações a banco”, detalha a delegada Karina Torres, titular da delegacia que investiga a fuga do PB01.

Após a fuga do PB1, Romarinho passou a ser procurado em todo o território nacional e internacional, tendo inclusive seu nome colocado na lista da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol).

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