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Retrato falado ajuda polícia a elucidar homicídios e estupros na PB

Disponível na Central de Polícia, em João Pessoa, o serviço funciona há cerca de dois anos. Pedreiro foi identificado desta forma por quatro vítimas de ataque sexual

outubro 10, 2018 às 18:12 - Por: Redação OP9

O retrato falado é uma técnica que reproduz a imagem do rosto de um criminoso a partir do relato das vítimas. Foto: Divulgação/Secom-PB.

O retrato falado é uma técnica que reproduz a imagem do rosto de um criminoso a partir do relato das vítimas. Foto: Divulgação/Secom-PB.

Crimes de estupros e homicídios ocorridos na Paraíba podem ser elucidados com mais agilidade com o auxílio do serviço de retrato falado. A representação facial humana é uma técnica que reproduz a imagem do rosto de um criminoso a partir do relato das vítimas e está disponível na Central de Polícia, instalada no bairro do Geisel, em João Pessoa. O serviço é realizado pela Polícia Científica da Paraíba.

Em funcionamento há cerca de dois anos, o serviço tem sido importante na conclusão de investigações. Recentemente, o pedreiro Osmar de Alexandre de Lima, 30 anos, acusado de ser o autor de diversos estupros em João Pessoa, foi reconhecido por quatro mulheres e preso por equipes da Delegacia de Atendimento à Mulher e do Grupo de Operações Especiais da Policia Civil (GOE).

De acordo com a Polícia Civil (PC), três mulheres foram atraídas por falsas promessas de emprego oferecidas pelo suspeito. Elas se encontravam com Osmar, que as levava para um local deserto onde praticava a violência sexual. A quarta vítima foi abordada quando estava em um ponto de ônibus. Em todos os casos, os crimes ocorreram nos bairros de Gramame e Colinas do Sul, na capital paraibana.

As quatro jovens afirmaram as mesmas características do estuprador foram encaminhadas para fazer o retrato falado, onde a descrição sobre a forma física do agressor foi igual. “Elas não sabiam do que as outras haviam falado. Fizeram o retrato falado com profissionais diferentes e, mesmo assim, o resultado foi igual”, explicou Assídio Pereira Furtado, chefe do Núcleo de Identificação civil e criminal do Instituto de Polícia Científica.

Padrões de rostos são preenchidos a partir das descrições das vítimas. Foto: Divulgação/Secom-PB

Padrões de rostos são preenchidos a partir das descrições das vítimas. Foto: Divulgação/Secom-PB

Dois profissionais acionados pelos delegados atuam na técnica de representação facial humana. O retrato é feito a partir do relato da vítima, que descreve características físicas aos peritos, como a cor da pele, altura, formato do rosto, tatuagens, etc. “Em alguns casos, conseguimos apresentar um retrato quase 100% igual à imagem real do suspeito”, destaca Assídio.

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