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Purê, assassino temido de Campina Grande, troca a pistola pela Bíblia

Acusado de pelo menos três homicídios, José Diego, 20 anos de idade, disse estar arrependido ao se entregar à polícia

Fevereiro 8, 2019 às 13:12 - Por: Redação OP9

Em vez de funk que bombou nas redes sociais para comemorar assassinato de rival quando ainda era adolescente, cânticos religiosos. Em vez da pistola, a Bíblia na mão. Procurado por suspeita de ter praticado pelo menos três homicídios, além de envolvimento com tráfico de drogas e roubos, José Diego Sousa de Lima surpreendeu ao se apresentar na madrugada desta sexta-feira (8). por volta das 2h, na Central de Polícia de Campina Grande.

Aos 20 anos de idade, acompanhado por um grupo de evangélicos, irmãos de sua nova fé, disse que era agora um novo homem. Tanto que não quer mais ser chamado de “Purê do Araxá”, um nome temido no mundo do crime paraibano. Ele será transferido para o Presídio PB1, em João Pessoa. “É uma pessoa fria e extremamente perigosa”, resumiu o delegado de Homicídios de Campina Grande, Francisco de Assis.

“Eu estava dentro dos matos, escutando no rádio o culto da igreja. Aí depois do culto eu mandei chamar o pastor, eu queria me entregar. Estou arrependido de coração. Não tenho medo de morrer. A morte vai vir para todos nós”, disse. Quando matava, “Purê” tinha preferência em atingir a cabeça da vítima.

O antigo “Purê” é um dos suspeitos de ser o autor do assassinato de Romário Domingos da Rocha, o Romarinho, ocorrido na sexta-feira passada ( 1º), no bairro Araxá. O ex-presidiário levou três tiros na cabeça. Ele negou este homicídio. Sobre o fato de estar com arma do morto, disse que foi “o boy que matou ele que me deu”. Reforçou que, como convertido, a única arma que quer segurar agora é a Bíblia.

José Diego Sousa de Lima se apresentou na Delegacia com Bíblia e entregou a pistola. Foto: Polícia/Divulgação

José Diego Sousa de Lima se apresentou na Delegacia com Bíblia e entregou a pistola. Foto: Polícia/Divulgação

“Purê” também é acusado pelas mortes de Alisson Clemente do Santos, no dia 27 de novembro do ano passado, e Mateus Vieira da Silva, no dia 8 de janeiro deste ano. Não era só no Araxá que agia. Deixou seu rastro de sangue também no bairro Jeremias, na Zona Norte de Campina Grande.

A fama de “Purê” começou quando ele tinha 13 anos de idade. Invadia casas, ameaçava moradores, tocava o terror. Aos 17, com a ajuda de um amigo, assassinou com quatro tiros um adolescente que estava dançando com uma mulher que ele tinha interesse amoroso. Na mesma noite compôs um funk que circulou nas redes sociais. Ele era interno do Lar do Garoto, em Lagoa Seca, região de Campina Grande.

Na sua apresentação voluntária na Central de Polícia, “Purê” primeiro disse quem era na guarita. Já dentro do prédio, entregou às autoridades sua pistola e munições. Posou para fotos apenas com a Bíblia. Um casaco preto encobria suas tatuagens, menos a do dorso da dorso da mão direita. Depois, de camiseta esportiva, contou aos repórteres como ouviu o chamado para a cadeia.

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