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Narcizo Marques, a estrela paraibana em acelerador de partículas

Nascido na cidade de Malta, físico formado em Campina Grande integra projeto bilionário que promete revolucionar o mundo

dezembro 31, 2018 às 08:16 - Por: João Brandão Neto

Arte: Keops Ferraz/OP9

Arte: Keops Ferraz/OP9

Um sertanejo da Paraíba que até então foi se aventurar na cidade grande e conseguiu se destacar pela sua inteligência. Narcizo Marques de Souza Neto, cientista formado em física no ano de 2001 pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), virou destaque em todo o mundo por ser uma das cabeças pensantes do projeto do maior acelerador de partículas do Brasil: o Sirius. Para se ter ideia, ele chegou a virar personagem de documentário da BBC News Brasil.

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O Sirius – nome de uma estrela de grande brilho localizada na constelação de Canis Major – é considerado a mais complexa infraestrutura científica já construída no país. O laboratório de luz síncrotron teve a sua primeira etapa inaugurada no dia 14 de novembro, em Campinas, São Paulo. Narcizo, que nasceu em Malta, cidade paraibana com pouco mais de cinco mil habitantes, é um dos principais responsáveis pelo estudo revolucionário.

O graduado em física pela UFCG tem mestrado pela Unicamp, doutorado pela USP e fez o seu pós-doutorado no Argonne National Laboratory, nos Estados Unidos, em 2010. Em 2015, foi o primeiro pesquisador da América Latina a ganhar o Dale Sayers Award da Sociedade Internacional de Absorção de Raios X, considerado um dos mais importantes prêmios na área de espectroscopia.

O Sírius é a “menina de ouro” do Narcizo. Uma das ideias do projeto é o desenvolvimento de trens de alta velocidade. Outra possibilidade seria desenvolver baterias e dispositivos eletrônicos com baixíssimo consumo de energia, a ponto de fazer com que a população carregue o celular uma vez durante dez anos.

Enquanto esta ideia genial não é finalizada, Narcizo Marques de Souza Neto, juntamente com outros cientistas, seguem trabalhando no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), construído em São Paulo e que teve um custo de R$ 1,3 bilhão. Com a carga toda.

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