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Empresário Roberto Santiago divide com outro preso cela com grades

Roberto Santiago tem três refeições por dia, poderá tomar banho de Sol e só deve receber visitas de familiares

Março 24, 2019 às 11:46 - Por: Redação OP9

Mesmo não possuindo curso superior, o juiz Henrique Jorge Jácome, em acordo com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), decidiu que Roberto Santiago seguiria para o 1º BPM. Foto: Reprodução/Google

Mesmo não possuindo curso superior, o juiz Henrique Jorge Jácome, em acordo com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), decidiu que Roberto Santiago seguiria para o 1º BPM. Foto: Reprodução/Google

O empresário Roberto Santiago, preso durante a terceira fase da Operação Xeque-Mate na última sexta-feira (22), em João Pessoa, está no 1º Batalhão de Polícia Militar (1º BPM), no Centro da capital. De acordo com a polícia, Roberto Santiago está numa cela de 16m² com grades que está sendo dividida com outro preso.

As visitas para o empresário serão restritas. Segundo a polícia, visitas íntimas devem acontecer nas quartas-feiras e aos domingos e apenas parentes de 1º e 2º graus poderão visitá-lo. Roberto Santiago terá direito a banho de Sol todos os dias e três refeições oferecidas pelo estado.

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Mesmo não possuindo curso superior, o juiz Henrique Jorge Jácome, em acordo com o Ministério Público da Paraíba (MPPB), decidiu que Roberto Santiago seguiria para o 1º BPM por questões de segurança. O empresário é acusado de fazer parte de um esquema de corrupção e fraudes de licitação no município de Cabedelo, Região Metropolitana da capital.

Operação Xeque-Mate

A primeira fase da Operação Xeque-Mate foi deflagrada em abril de 2018 desarticulando um esquema de corrupção na administração pública de Cabedelo. Um escândalo que envolveu os poderes Legislativo e Executivo da cidade e colocou na prisão o então prefeito Leto Viana, o vice-prefeito e outros cinco vereadores, entre eles, o presidente da Câmara Municipal.

De acordo com a denúncia do MPPB, a organização criminosa surgiu a partir da compra do mandato do então prefeito Luceninha, motivada por dívidas da campanha eleitoral. Desde então, a organização passou a praticar diversos crimes como desvio de recursos públicos através da indicação de servidores fantasmas; corrupção ativa e passiva; fraudes em licitações; lavagem de dinheiro; avaliações fraudulentas de imóveis públicos e recebimento de propina para aprovação ou rejeição de projetos legislativos. As investigações mostram que o pagamento da propina teria sido feito com a ajuda do empresário Roberto Santiago.

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