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Denúncia do MPPB torna réus Livânia Farias e mais oito por propina

Delação premiada da ex-secretária estadual de Administração revelou um suposto esquema que teria causado um prejuízo de R$ 49 milhões à Prefeitura de João Pessoa

setembro 11, 2019 às 18:05 - Por: Redação OP9

Livânia renunciou ao cargo após ser presa durante as investigações da terceira etapa da Operação Calvário. Foto: Reprodução/ Internet

Livânia renunciou ao cargo após ser presa durante as investigações da terceira etapa da Operação Calvário. Foto: Reprodução/ Internet

O Tribunal de Justiça da Paraíba aceitou, nesta quarta-feira (11), a denúncia do Ministério Público da Paraíba contra nove pessoas no processo que revela um suposto esquema de propina que teria causado um prejuízo de R$ 49 milhões à Prefeitura de João Pessoa.

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A denúncia investiga o desvio de recursos públicos entre 2009 e 2011 sob a alegação de contratar um serviço de créditos tributários por meio de uma empresa de consultoria da prefeitura da capital. Assim, Livânia Farias, Gilberto Carneiro, Coriolano Coutinho, Nonato Bandeira e outros cinco se tornaram réus no processo.

A denúncia acatada é do dia 4 de setembro e surgiu por meio de uma delação premiada da ex-secretária estadual de Administração, Livânia Farias, no desenrolar da Operação Calvário, que investiga uma organização criminosa responsável por desvio de recursos públicos no estado através da Cruz Vermelha.

No processo, o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) descreveu como o pagamento dessa propina ocorria como se dava o pagamento de propinas a agentes públicos, que teria ligação com uma apreensão de R$ 81 mil em 2011 com Raimundo José Araújo Silvany, um dos acusados.

A partir de agora, são réus:

  • Aracilba Alves da Rocha, ex-secretária estadual de Finanças;
  • Bernardo Vidal Domingues dos Santos, gestor do escritório Bernardo Vidal Advogados;
  • Coriolano Coutinho, irmão do ex-governador Ricardo Coutinho;
  • Gilberto Carneiro da Gama, ex-procurador geral do município e do Estado;
  • José Vandalberto de Carvalho, ex-assessor especial da Procuradoria-geral de João Pessoa;
  • Laura Maria Farias Barbosa, ex-secretária de Administração de João Pessoa;
  • Livânia Maria da Silva Farias, ex-secretária de Administração do Estado;
  • Raimundo Nonato Costa Bandeira, secretário de Comunicação do Estado;
  • Raymundo José Araujo Silvany, ex-secretário executivo de Segurança Pública.

Ao serem denunciados, Laura Maria e a defesa de Coroliano Farias disseram ter se surpreendido, enquanto José Vandalberto e Raimundo Nonato negaram a participação no caso. Aracilba Rocha disse que, por orientação jurídica, não irá se pronunciar. Já Bernardo Vidal, Gilberto Carneiro e Raimundo José não fizeram nenhuma declaração.

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