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Corpo de brasileira é encontrado dentro de mala em Portugal

Camila da Silva, 30 anos, foi morta com um golpe de faca desferido pelo seu companheiro de 38 anos. Ele foi encontrado dentro de uma área de mata e aguarda julgamento

outubro 8, 2019 às 18:05 - Por: Agência Estado

Foto: Facebook/Reprodução

Foto: Facebook/Reprodução

Uma brasileira de 30 anos foi encontrada morta na última quarta-feira (2) na Vila Arruda dos Vinhos, no distrito de Lisboa, em Portugal. O corpo de Camila da Silva estava dentro de uma mala envolta por fita adesiva e foi localizado por um morador que passeava com seu cão pelo local. Segundo a imprensa portuguesa, a Guarda Nacional Republicana confirmou a ocorrência.

No dia seguinte, na quinta-feira (3), a Polícia Judiciária anunciou a prisão do companheiro da vítima, de 38 anos, suspeito de tê-la matado com um golpe letal de faca, na casa onde moravam, e abandonado o corpo dentro da mala. Ele foi encontrado dentro de uma área de mata. O suspeito aguarda julgamento.

No Brasil, familiares lamentaram a morte de Camila e pediram apoio financeiro para realizar o traslado para o país, que custa R$ 30 mil.

Werleis Silva, irmão de Camila, informou em um post nas redes sociais que amigos e familiares estão de luto e contam com apoio para viabilizar o traslado.

O presidente da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, André Santos Rijo, também lamentou a morte da jovem e classificou o crime como hediondo. “Acontecimento de um crime hediondo (homicídio) que apanhou todos de surpresa e que chocou toda uma comunidade. Um casal jovem de cidadãos brasileiros recém-chegados, que morava em Arruda há cerca de 15 dias, na Urbanização de S. Lázaro. Ela, trabalhadora da restauração, ele, trabalhador da construção civil, e os vizinhos ainda não tinham notado sinal de violência ou agressividade entre ambos”, destacou no post.

Procurado, o Itamaraty não se pronunciou sobre o crime. Apenas informou que quando um cidadão brasileiro falece no exterior e sua família opta por trazer seus restos mortais ao Brasil, as embaixadas e os consulados brasileiros sempre procuram apoiar os familiares com orientações gerais, com a expedição de documentos e também no contato com autoridades locais para tentar agilizar e facilitar os trâmites. “Informamos que não há previsão legal que permita o pagamento de despesas hospitalares ou traslado dos corpos pelo governo federal”, afirmou em nota.

Camila era de Ipatinga, interior de Minas Gerais. Ela deixou uma filha de 10 anos.

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