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Caso Richthofen ganhará 2 filmes com diferentes pontos de vista

O formato inédito proposto pelos produtores traz as versões dos dois personagens centrais da história: Suzanne Von Richthofen e Daniel Cravinhos. Filmes deverão ser exibidos em sessões alternadas

setembro 18, 2019 às 17:39 - Por: Maiara Barboza (Agência Estado)

Cena do filme 'A Menina que Matou os Pais' (Reprodução)

Cena do filme ‘A Menina que Matou os Pais’ (Reprodução)

A história do caso Suzane Von Richthofen, que chocou a população no ano de 2002, será contada em dois filmes, que deverão ser exibidos em sessões alternadas. O formato inédito proposto pelos produtores do filme visa trazer até o público o ponto de vista dos dois personagens centrais da história: Suzanne Von Richthofen e Daniel Cravinhos.

“É um caso único no cinema mundial essa produção exatamente da mesma história porém com olhares diferentes. É uma oportunidade para o público analisar e chegar à sua própria conclusão sobre os fatos”, conta Gabriel Gurman, CEO da Galeria Distribuidora.

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A ideia dos produtores é conseguir apresentar ao público os bastidores anteriores ao crime, se valendo das declarações presentes nos autos do processo. Relembrando o caso, Suzane e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos foram indiciados pelo homicídio de Manfred e Marísia von Richthofen em outubro de 2002. Suzanne e Daniel foram sentenciados a 39 anos e seis meses, enquanto Cristian recebeu sentença de 38 anos e seis meses. Atualmente, eles cumprem pena no presídio de Tremembé, em São Paulo.

“Temos discutido muito internamente o que é verdade. O que ela fala e o que ele fala. Se eles estão falando coisas diferentes, qual é a verdade?”, detalha Maurício Eça, diretor de ambos os filmes.

Cena do filme 'A Menina que Matou os Pais' (Reprodução)

Cena do filme ‘A Menina que Matou os Pais’ (Reprodução)

Dessa forma, dois longas distintos sobre a história devem chegar ao público: A Menina que Matou os Pais, com o ponto de vista de Suzane, e O Menino que Matou Meus Pais, com o ponto de vista de Daniel.

Para conseguir escrever a história, tanto Maurício Eça quanto Marcelo Braga, produtor do filme, convidaram Ilana Casoy, conhecida criminóloga e consultora de obras audiovisuais ligadas a esse tipo de temática, e Raphael Montes, escritor brasileiro de literatura policial e de suspense. Ambos atuaram como “parceiros constantes da produção”.

Outro ponto destacado pelos produtores do filme é o fato de que todo o orçamento dos dois projetos advém de verba investida pelos próprios produtores: a Santa Rita Filmes (produtora), a Galeria Distribuidora (coprodutora e distribuidora) e o Grupo Telefilm (coprodutor).

Ambos os longas deverão ser lançados simultaneamente nos cinemas, em sessões alternadas e duplas. A previsão de lançamento é para o primeiro semestre de 2020.

Cena do filme 'A Menina que Matou os Pais' (Reprodução)

Cena do filme ‘A Menina que Matou os Pais’ (Reprodução)

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