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Tatuado na testa em 2017 é condenado a 4 anos de prisão por furto

Depois de ser “punido” por furtar uma bicicleta adaptada para deficiente físico em 2017, ele foi julgado por ter levado R$ 20, um moletom e um celular em um posto de saúde de São Bernardo do Campo, no ABC paulista

setembro 11, 2019 às 12:52 - Por: Agência Estado

Foto: Internet/Reprodução

Foto: Internet/Reprodução

O jovem Ruan Rocha da Silva, de 19 anos, que teve a frase “Eu sou ladrão e vacilão” tatuada à força em 2017, foi condenado nesta terça-feira (11) a quatro anos e oito meses de prisão em regime semiaberto por ter sido flagrado em fevereiro deste ano furtando R$ 20, um moletom e um celular em um posto de saúde de São Bernardo do Campo, no ABC paulista. A decisão é da juíza Sandra Regina Nostre Marques, da 1ª Vara Criminal da cidade da Grande São Paulo.

Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), ele foi interrogado na terça durante uma audiência de instrução na qual foram ouvidas duas testemunhas. “Após debates orais, a sentença foi proferida”, informou, em nota, o TJ-SP. “O réu foi condenado à pena de 4 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto e 11 dias-multa.”

Rocha foi preso em flagrante quando tentava levar os pertences em São Bernardo. No ano passado, ele também havia sido detido por furtar cinco frascos de desodorante em um supermercado de Mairiporã, na região metropolitana de São Paulo.

Tortura

O rapaz ficou conhecido depois de ter a frase escrita na testa pelo tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis e o vizinho dele, o pedreiro Ronildo Moreira de Araujo, em 31 de maio de 2017, em São Bernardo.

A dupla alegou que pretendia aplicar uma lição no adolescente, então com 17 anos, por este ter tentado furtar uma bicicleta adaptada para deficiente físico. Os agressores prenderam o rapaz em uma sala e filmaram a “punição”, postando o vídeo nas redes sociais. Os dois foram presos no dia 9 de julho de 2017, acusados de tortura.

Em fevereiro de 2018, a Justiça condenou Reis à pena de três anos e quatro meses de reclusão em regime inicial semiaberto pelos crimes de lesão corporal gravíssima e constrangimento ilegal. Araújo, que divulgou o vídeo, pegou três anos e onze meses de reclusão em regime inicial fechado pelos mesmos crimes. A defesa dos dois homens entrou com recurso e aguarda julgamento

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