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Justiça solta presidente da CNI e de órgãos de PE, AL e PB

Eles haviam sido presos nesta terça-feira (19) na Operação Fantoche, deflagrada contra supostas fraudes no sistema S e no Ministério do Turismo

Fevereiro 19, 2019 às 22:28 - Por: Agência Estado

A pedido da Polícia Federal, a Justiça Federal de Pernambuco mandou soltar o presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, alvo da Operação Fantoche, deflagrada contra supostas fraudes no sistema S e no Ministério do Turismo. Ele havia sido preso ainda na manhã desta nesta terça (19). Segundo informações da Justiça, a PF fez o pedido de soltura após a conclusão de buscas e apreensões em endereços ligados a ele e outros investigados.

Também foram soltos o presidente da Fiepe (Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco), Ricardo Essinger, o presidente do Sesi (Serviço Social da Indústria) de Alagoas, José Carlos Lira Andrade, o presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado da Paraíba), Francisco de Assis Benevides Gadelha, além do empresário Hebron Costa Cruz de Oliveira.

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Além de Robson Andrade, foram presos e soltos os presidentes da Fiepe, Fiep e Sesi de Alagoas. Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Além de Robson Andrade, foram presos e soltos os presidentes da Fiepe, Fiep e Sesi de Alagoas. Foto: Antônio Cruz/ Agência Brasil

Responsável pela representação da indústria do Brasil, a CNI é o órgão máximo do sistema sindical patronal da indústria e atua em articulação com os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de entidades no Brasil e no exterior.

Segundo informações da PF, um grupo de empresas, sob o controle de um mesmo núcleo familiar, atuava desde 2002 executando contratos firmados por meio de convênios com o Ministério do Turismo e entidades paraestatais do intitulado “Sistema S”. Estima-se que o grupo já tenha recebido mais de R$ 400 milhões decorrentes desses contratos.

As investigações apontaram que o grupo utilizava entidades de direito privado, sem fins lucrativos, para justificar a celebração de contratos e convênios diretos com o Ministério e Unidades do Sistema S.

Os contratos eram, em sua maioria, voltados à execução de eventos culturais e de publicidade superfaturados e com inexecução parcial, sendo os recursos posteriormente desviados em favor do núcleo empresarial por intermédio de empresas de fachada. A principal beneficiária do suposto esquema teria sido a empresa Aliança Comunicação.

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