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“Ia matar ele e depois me suicidar”, diz Janot sobre Gilmar Mendes

Ex-procurador-geral revela em entrevista que foi armado a uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) com o intuito de assassinar o ministro

setembro 26, 2019 às 22:57 - Por: Redação OP9 (com informações extraídas de O Estado de S.Paulo)

Em entrevista bombástica, Rodrigo Janot (direita) disse que foi armado a uma sessão do STF com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes (esquerda). Fotos: Antonio Cruz/Agência Brasil e Marcelo Carmargo / Agência Brasil

Em entrevista bombástica, Rodrigo Janot (direita) disse que foi armado a uma sessão do STF com a intenção de matar o ministro Gilmar Mendes (esquerda). Fotos: Antonio Cruz/Agência Brasil e Marcelo Carmargo / Agência Brasil

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot disse, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, que chegou a ir armado para uma sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) com a intenção de matar a tiros o ministro Gilmar Mendes: “Não ia ser ameaça, não. Ia ser assassinato mesmo. Ia matar ele (Gilmar) e depois me suicidar”, afirmou Janot. A entrevista foi publicada na versão digital da publicação nesta quinta-feira (26) e causou impacto imediato nos meios político e jurídico.

Segundo Janot, o episódio ocorreu no momento mais crítico de sua passagem pelo cargo, quando o ex-procurador-geral apresentou uma exceção de suspeição contra o ministro do STF. O ex-chefe do Ministério Público Federal alegou que o ministro espalhou “uma história mentirosa” sobre sua filha. “E isso me tirou do sério”, disse ele ao Estadão.

Antes da sessão, Janot relatou ter encontrado Gilmar na antessala do cafezinho da Corte do Supremo. “Ele estava sozinho. Mas foi a mão de Deus. Foi a mão de Deus”, desabafou o procurador ao justificar por que não concretizou a intenção. “Cheguei a entrar no Supremo (com essa intenção)”, relatou. “Ele estava na sala, na entrada da sala de sessão. Eu vi, olhei, e aí veio uma ‘mão’ mesmo”.

A cena, segundo ele, está relatada no livro “Nada menos que tudo” (Editora Planeta), no qual recorda sua atuação no comando da Operação Lava Jato. O autor, no entanto, disse que o nome do ministro não será citado.

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