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Dois atiradores invadem escola, matam oito e cometem suicídio

Tiros ocorreram na Escola Estadual Professor Raul Brasil, no Jardim Imperador, em Suzano. Pelo menos 23 pessoas ficaram feridas

Março 13, 2019 às 10:18 - Por: Redação OP9

Ao menos oito pessoas foram mortas durante um tiroteio em uma escola de São Paulo na manhã desta quarta-feira (13). Quatro das vítimas que morreram no local são alunos do ensino médio. Outros dois adolescentes morreram no hospital. Duas das vítimas são funcionárias da escola. O ataque ocorreu por volta das 9h, na hora do intervalo na Escola Estadual Professor Raul Brasil, em Suzano. Pelo menos 23 pessoas ficaram feridas. Ao menos 30 disparos foram ouvidos. Os autores do crime foram identificados como Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luís Henrique de Castro, de 25 anos.

Duas pessoas encapuzadas, uma delas vestindo preto, com uma balaclava estampada com uma caveira, e trajando um cinto com carregadores, invadiram o local e chegaram atirando. Eles portavam o que seria um artefato explosivo. A PM também encontrou no local armas, uma bestas (arma medieval que dispara flechas), e objetos que parecem ser coquetéis molotov. Eles teriam deixado o portão da escola aberto, o que facilitou a fuga de alguns estudantes. Professores reconheceram que os invasores eram ex-alunos da própria escola. Eles depois se mataram.

O coronel Salles, da PM de São Paulo, relatou que os atiradores dispararam primeiro contra uma coordenadora pedagógica e em uma supervisora. Depois, se dirigiram ao pátio, onde atingiram alunos de ensino médio. Em seguida, foram para um centro de línguas.

O dono de agência de veículos que fica perto da escola foi baleado minutos antes do ataque. Jorge Antônio Morais seria tio de um dos adolescentes e teria tentado impedir a ação dos dois. Neste momento, ele está passando por cirurgia na Santa Casa de Suzano.

Equipes do Corpo de Bombeiros de Mogi das Cruzes já estão no local. O governador do estado, João Dória (PSDB) também foi até a escola. Ainda não há informações sobre o estado de saúde dos feridos. São cerca de mil alunos matriculados e 105 funcionários, segundo dados do Censo Escolar de 2017. A escola oferece turmas do 6º ano do ensino fundamental à 3ª série do Ensino Médio.

Ataque é o quarto do tipo em escolas no país

A tragédia desta quarta não é o primeiro caso do tipo ocorrido em escolas no país. Em 7 de abril de 2011, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, Rio de Janeiro, com dois revólveres e começou a disparar contra os alunos presentes, matando doze deles, com idade entre 13 e 16 anos, e deixando mais de treze feridos. Ele foi interceptado por policiais, cometendo suicídio.

Em 20 de outubro de 2017, outro ataque, desta vez na escola particular Goyases, em Goiânia. Um estudante de 14 anos sacou da mochila uma arma de seus pais, policiais militares, e atirou contra colegas de classe, deixando dois mortos e outros quatro feridos. Ele disse à polícia que decidiu fazer os disparos porque sofria bullying.

No dia 28 de setembro do ano passado, um adolescente de 15 anos, entrou armado e atirou contra colegas de classe do Colégio Estadual João Manoel Mondrone, em Medianeira, no oeste do Paraná. Duas pessoas ficaram feridas.

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