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Cidade pernambucana integra projeto de Moro contra a violência

A escolha de Paulista se deu pela alta taxa de homicídios por cem mil pessoas. Outros quatro municípios do país participarão do programa

Maio 15, 2019 às 15:14 - Por: Agência Brasil

Ao lado de Sergio Moro, o prefeito do Paulista, Junior Matuto (sem gravata), participou de lançamento de projeto. Foto: Prefeitura do Paulista/Reprodução

Ao lado de Sergio Moro, o prefeito do Paulista, Junior Matuto (sem gravata), participou de lançamento de projeto. Foto: Prefeitura do Paulista/Reprodução

Com uma média de 47,40 homicídios por 100 mil pessoas no ano de 2017, Paulista, em Pernambuco, será a única cidade nordestina entre as cinco primeiras do país que integrarão o projeto-piloto do Programa Nacional de Enfrentamento à Criminalidade Violenta.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (15) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. O projeto, que pretende reduzir os crimes violentos nas cidades com maiores índices de homicídios, será implementado ainda em Ananindeua (PA), Goiânia (GO), Cariacica (ES) e São José dos Pinhais (PR).

O ministro se reuniu com representantes dos estados, dos municípios e com integrantes da força tarefa que atuaram no projeto. Segundo Moro, as negociações com estados e municípios visam o planejamento de ações conjugadas dos agentes públicos federais (polícias Federal e Rodoviária Federal, além da Força Nacional), estaduais (por meio das polícias civil e militar), e municipais (polícias municipais).

“Foram escolhidos cinco municípios. O critério principal adotado foram os altos índices de crimes violentos, no caso, assassinatos nesses municípios, aliados a outros fatores específicos relacionados especialmente à questão de ser um projeto-piloto. Portanto, trata-se ainda de uma experiência em desenvolvimento. Se bem-sucedido, o projeto será expandido a outros municípios”, explicou o ministro.

Ananindeua apresentou, em 2017, uma taxa de homicídio de 68,20 mortes por 100 mil habitantes. Em Goiânia, no mesmo ano, esse índice estava em 33,62. Em São José dos Pinhais, estava em 40,18; e em Cariacica, 42,35.

“Paralelamente, além das ações dos agentes de segurança, serão realizadas ações políticas de outra natureza, no caso, urbanísticas, sociais, de educação e saúde. Tudo focalizado na diminuição da violência”, disse o ministro.

Segundo ele, não há como apresentar metas nem fazer prognósticos sobre os resultados pretendidos pelo governo com o programa. “Essa questão do mundo do crime é algo que não pode ter um prognóstico absoluto. Serão realizadas medidas tendentes a diminuir de forma significativa essa criminalidade. É impossível fazer prognóstico de quanto essa criminalidade será diminuída”.

Perguntado sobre se essas ações visando a diminuição do número de homicídios não poderiam ser prejudicadas pela política de facilitação do acesso às armas, defendida pelo próprio governo, Moro disse que “não é possível fazer uma correlação tão clara entre uma coisa e outra”.

“[Facilitar o acesso a armas] foi uma promessa de campanha do presidente, atendendo compreensão de que havia o desejo de parte da população em ter o acesso facilitado à armas de fogo”, disse o ministro.

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