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Bolsonaro: “Tentativa de recriar CPMF derruba chefe da Receita”

Presidente postou no Twitter mensagem em que confirma nova baixa no governo, desta vez por “divergências no projeto da reforma tributária”

setembro 11, 2019 às 18:30 - Por: Agência Estado

Marcos Cintra foi exonerado do cargo de secretário da Receita Federal depois da reação negativa do Congresso a proposta de criação de alíquota. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Marcos Cintra foi exonerado do cargo de secretário da Receita Federal depois da reação negativa do Congresso a proposta de criação de alíquota. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) confirmou nesta quarta-feira (11) nas redes sociais que a criação de um novo tributo nos moldes da extinta CPMF “derrubou” o economista Marcos Cintra do cargo de secretário da Receita Federal.

Segundo Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, exonerou, “a pedido”, Cintra por “divergências no projeto da reforma tributária”. O presidente afirmou ter determinado que fique fora do projeto para reforma tributária “a recriação da CPMF ou aumento da carga tributária”.

Bolsonaro ainda disse em outra rede social, o Facebook, que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da reforma tributária “só deveria ter sido divulgada após o aval do presidente da República e do ministro da Economia”.

O Ministério da Economia confirmou em nota, na tarde desta quarta-feira, que Cintra deixou o governo. No lugar dele, assume interinamente José de Assis Ferraz Neto. O ministério ainda informou que não há projeto de reforma tributária finalizado.

“A equipe econômica trabalha na formulação de um novo regime tributário para corrigir distorções, simplificar normas, reduzir custos, aliviar a carga tributária sobre as famílias e desonerar a folha de pagamento”, diz a nota. Segundo o órgão, a proposta somente será divulgada depois do aval de Guedes e do presidente Jair Bolsonaro.

Segundo apurou o o jornal O Estado de S. Paulo,  a permanência de Cintra se tornou insustentável diante das reações negativas do Congresso à antecipação da proposta de criação da contribuição sobre pagamentos (CP), com alíquotas de 0,2% e 0,4%, pelo secretário-adjunto da Receita, Marcelo Silva. A alíquota foi antecipada pelo Estado no dia 22 de agosto.

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