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Brasil estreia na Copa do Mundo: conheça as 23 jogadoras da Seleção

As brasileiras enfrentam a Jamaica neste domingo (9), às 10h30, em Grenoble. Pelo Grupo C, ainda vão encarar Austrália e Itália

junho 9, 2019 às 08:28 - Por:

Marta, Cristiane, Formiga, Bárbara… Nomes já conhecidos dos torcedores e que fazem parte da Seleção brasileira no mínimo há mais de uma década, tanto que se acredita que esse será a última Copa para muitas das convocadas. Arte: Eliel Rodrigues/OP9

Marta, Cristiane, Formiga, Bárbara… Nomes já conhecidos dos torcedores e que fazem parte da Seleção brasileira no mínimo há mais de uma década, tanto que se acredita que esse será a última Copa para muitas das convocadas. Arte: Eliel Rodrigues/OP9

Depois de dois dias de competição, chegou a vez do Brasil estrear na Copa do Mundo Feminina. As brasileiras enfrentam a Jamaica neste domingo (9), às 10h30, em Grenoble. A Seleção caiu no Grupo C, junto com Austrália, Itália e as jamaicanas. O dia ainda tem mais dois jogos: às 8h, Austrália e Itália jogam em Valenciennes, e às 13h, Inglaterra e Escócia medem forças em Nice.

As australianas são em tese, as favoritas para o primeiro lugar do grupo. Foram as algozes das brasileiras na última Copa e contam com uma das melhores atacantes do mundo, Sam Kerr. Já as italianas voltam ao mundial depois de 20 anos, mas chegam com uma equipe bem montada e com o talento da meia Barbara Bonansea para fazer jogo duro com qualquer um. Por fim, lideradas pela artilheira Khadija Shaw, as jamaicanas disputam sua primeira Copa, e embora cheguem como zebra, também devem vender caro as derrotas

Apesar do canto de cisne dessa geração, os prognósticos não são nada animadores. Foto: Instagram/Reprodução

Apesar do canto de cisne dessa geração, os prognósticos não são nada animadores. Foto: Instagram/Reprodução

Já no Brasil, talento não falta. Marta, Cristiane, Formiga, Bárbara… Nomes já conhecidos dos torcedores e que fazem parte da Seleção brasileira no mínimo há mais de uma década, tanto que se acredita que essa será a última Copa para muitas das convocadas.

Apesar do canto de cisne dessa geração, os prognósticos não são nada animadores. Os resultados recentes são ruins, com nove derrotas nos últimos nove jogos. A Seleção também chega com jogadoras às voltas com problemas físicos, como Bia e Marta. Três jogadoras foram cortadas antes da estreia: Adriana, Fabiana e Érika. Além disso, o técnico Vadão não consegue fazer o time funcionar.

Mas você sabe quem são todas as 23 jogadoras que vão representar o nosso país na Copa do Mundo Feminina? São atleta de clubes como Corinthians, Atlético de Madrid e até mesmo a camisa 10 do Barcelona. O Portal OP9 traz abaixo uma pequena biografia de cada convocada pelo técnico Vadão.


A recifense é figurinha carimbada na Seleção desde 2007. Esta será a quarta Copa da goleira, que também já participou de três Olimpíadas. Cria do Sport, Bárbara esteve presente nos vice-campeonatos da Copa em 2007 e da Olimpíada em 2008. Desde 2014 ela defende o Kindermann, de Santa Catarina.


A atleta do Tenerife, da Espanha, tem uma história de vida singular: aos 18 anos, se mudou para os Estados Unidos para jogar futebol universitário, e só em 2015 resolveu se profissionalizar, ao ver a Seleção na última Copa. Largou o emprego em uma universidade norte-americana e agora realizará o sonho de disputar um mundial.


Mais uma do Corinthians, a goleira defende a Seleção brasileira desde 2015 e vai para sua segunda Copa. Já teve passagem pelo Vitória de Santo Antão, em Pernambuco.

Convocada para o lugar de Érika, a defensora do PSG é jovem, mas é considerada um talento bruto. Com 22 irmãos, saiu cedo de casa para jogar pelo Kindermann. De lá, foi jogar na Dinamarca e chegou à França no ano passado. Já vinha treinando com a Seleção.


A defensora chegou este ano ao Benfica e já foi campeã da Taça de Portugal. Defende a Seleção desde 2013, e tem um carreira sólida em clubes nacionais de tradição, como Santos, Iranduba e Ferroviária.


Kathellen começou no futsal, mas é um produto do futebol universitário dos Estados Unidos: ainda adolescente, ganhou uma bolsa e se mudou para estudar e jogar no país. Se profissionalizou ano passado, no Bordeaux, da França, e logo foi convocada para a Seleção.


Jogadora do Corinthians, a experiente defensora tem passagem pelas Seleções de base e vai para a segunda Copa da carreira. Já atuou em países como Estados Unidos, Espanha e Austrália.


Convocada para o lugar da Fabiana, cortada por lesão, Poliana também é bastante experiente. Defende a seleção desde 2012 e esteve presente na última Copa e na Olimpíada do Rio. Atua pelo São José.


A mineira atua desde 2013 pelo Brasil e pode jogar tanto como lateral quanto mais adiantada, no meio-campo. Está desde 2015 no Fortuna Hjorring, da Dinamarca.


Integrante da nova geração do Brasil, tem passagens pelas Seleções de base e defende a equipe principal desde 2017. Atleta do Sportclub Sand, da Alemanha, vai para sua primeira Copa do Mundo.


Com passagens pelas Seleções de base, Camilinha atua pela equipe principal do Brasil desde 2016. Companheira de Marta no Orlando Pride, esta será a primeira Copa da jogadora.


A paranaense é mais uma com uma longa história na Seleção, já que desde 2013 é convocada. Atua pelo Milan, da Itália, e conta com uma vasta experiência internacional, por ter defendido clubes dos Estados Unidos, Islândia e Suécia.


A história de Formiga se confunde com a do futebol feminino. Pioneira na modalidade, a atleta do PSG defende o Brasil desde 1995. É a única jogadora da história ao estar presente em todas as edições das Olimpíadas e vai para a sétima Copa do Mundo (em oito edições), um recorde entre homens e mulheres. Chegou a anunciar a aposentadoria da Seleção em 2016, mas retornou dois anos depois. Aos 41 anos, se tornará a atleta mais velha a entrar em campo em um mundial.


Outra jovem, mas com muita rodagem na Seleção. Defende o Brasil desde 2012 e vai para sua segunda Copa. A habilidosa jogadora do Portland Thorns é uma que promete assumir um papel ainda maior quando nomes como Marta e Formiga se aposentarem.


Foi convocada para o lugar de Adriana, cortada por lesão. A jogadora do Hwancheon, da Coreia do Sul, defende a Seleção desde 2012, mas esta será a sua primeira grande competição.


Maior jogadora da história e grande estrela do Brasil, a alagoana é a única a ter sido eleita seis vezes a melhor do mundo. Com 15 gols em Copas, é a maior artilheira do torneio. A atacante do Orlando Pride defende a Seleção desde 2002.


Convocada desde 2012, Andressa Alves é uma das jogadoras que devem ser referência da Seleção quando Marta, Cristiane e companhia se aposentarem. Camisa 10 de Barcelona, disputou a final da Champions League neste ano, mas a equipe espanhola foi batida pelo Lyon. Também pode jogar como meia.


Outra referência da Seleção, Cristiane defende a equipe nacional desde 2003 e foi contratada este ano pelo São Paulo. Atacante com faro de gol, é a maior artilheira da história das Olimpíadas, com 14 tentos marcados. Também já atuou profissionalmente na França, Alemanha, Suécia, Estados Unidos, Rússia e Coreia do Sul.


Apesar de ainda jovem, a atacante vai para sua terceira Copa do Mundo. Fraturou a tíbia na She Believes Cup e ainda luta para recuperar a forma. Jogadora de muita força física, é chamada de Imperatriz, por conta da comparação com Adriano. A atleta do Hyundai Red Angels defende a Seleção desde 2011.


A pequena jogadora (1,57 m de altura) atua pela Seleção desde 2011. Como tantas outras atletas, começou jogando com os meninos. Atua pelo North Carolina Courage, dos Estados Unidos.


A jogadora do Atlético Madrid é um dos bons valores da nova geração da Seleção. Ex-praticante de atletismo, é muito veloz. A atacante defende o Brasil desde 2017 e vai para sua primeira Copa do Mundo.


Mais uma que atua na liga espanhola, a mineira é jogadora do Sporting Huelva. Raquel defende a Seleção desde 2013 e vai para sua segunda Copa do Mundo.


A conterrânea de Marta é a caçula da Seleção. Jogadora do Benfica, impressiona pela velocidade e finalização, tanto que marcou incríveis 16 gols nos quatro primeiros jogos pelo time português. Geyse foi convocada pela primeira vez em 2017 e este será o primeiro mundial da sua carreira.

Técnico: Oswaldo Alvarez (Vadão)
Nome velho conhecido do futebol brasileiro, Vadão tem uma carreira longa que inclui passagens por clubes tradicionais como Corinthians, São Paulo e Bahia. Entretanto, o trabalho na Seleção é o primeiro no futebol feminino, e após ser eliminado na Olimpíada, saiu do cargo, mas retornou menos de um ano depois. Mesmo com muito talento à disposição, Vadão tem sofrido para conseguir fazer a equipe render. Os resultados anteriores não são nada animadores: nove derrotas nos últimos nove jogos.

Henrique Souza

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