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Após incêndio, Flamengo defende contêiner: alojamento confortável

“O CT, suas licenças, seus alvarás, suas multas… Na realidade, isso não tem nada a ver com o acidente que ocorreu”, afirmou o CEO rubro-negro

Fevereiro 9, 2019 às 19:10 - Por: Agência Estado

Quase um dia e meio após o incêndio em um contêiner que servia como alojamento matar dez jogadores da base e ferir outros três no CT do Flamengo, o clube carioca fez sua primeira manifestação pública para se defender da tragédia. Por cerca de 15 minutos, o CEO rubro-negro, Reinaldo Belotti, falou sobre as instalações, as quais classificou como “alojamento confortável”.

De acordo com o dirigente, o Flamengo “não poupa esforços para dar o melhor” para os seus jogadores. No fim, assim como fizera o presidente flamenguista, Rodolfo Landim, na manhã do incêndio, o CEO do clube carioca não quis responder a perguntas dos jornalistas.

Sem citar nomes, Belotti rebateu a afirmação do comandante geral do Corpo de Bombeiros, Roberto Robadey, que na sexta-feira havia chamado o alojamento de “puxadinho”. “Aquilo não era um puxadinho que a gente escondia, ao contrário. Era um alojamento confortável, adequado ao que se propunha e que nós mostrávamos com orgulho”, afirmou o executivo rubro-negro.

Incêndio matou dez jogadores da base e feriu outros três no CT do Flamengo. Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

Incêndio matou dez jogadores da base e feriu outros três no CT do Flamengo. Foto: Gilvan de Souza/ Flamengo

Belotti defendeu o uso dos contêineres em pelo menos três oportunidades, lembrando que eles são usados desde 2011, quando o CT foi inaugurado. “Por esse alojamento passou vários times titulares do Flamengo, jogadores consagrados, como Ronaldinho Gaúcho e Vagner Love, e também a seleção olímpica do Brasil”, enumerou.

“Aconteceu um acidente trágico. Não foi por falta de investimento do Flamengo, não foi por falta de cuidado do Flamengo. Afinal de contas, esse é nosso maior ativo. Aquela turma que estava dormindo lá é o nosso futuro. Nós prezamos muito por essa turma”, discursou o CEO.

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O executivo também ressaltou que as instalações tinham aprovação de diversos órgãos. “Ele (alojamento) foi certificado pelo Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, que nos emitiu certificado de regularidade, e pela Ferj e CBF, que emitiram certificado de clube formador”.

O representante do clube carioca também comentou sobre as ausência de documentação dos Bombeiros e da Prefeitura do Rio. “O CT, suas licenças, seus alvarás, suas multas… Na realidade, isso não tem nada a ver com o acidente que ocorreu. Temos algumas providências a serem tomadas para tornar o CT plenamente legalizado e estamos trabalhando arduamente nisso com o Corpo de Bombeiros”, afirmou Belotti, que disse ainda que o Flamengo possui oito certificados de nove exigidos para se ter o alvará.

CAUSAS – De acordo com Reinaldo Belotti, a perícia dos Bombeiros apontou preliminarmente que o incêndio começou no aparelho de ar condicionado do alojamento. Ele reiterou que os equipamentos estavam com a manutenção em dia, e levantou a hipótese de que o temporal que atingiu o Rio de Janeiro na quarta-feira à noite tenha ajudado a provocar um curto-circuito.

“O problema começou no ar-condicionado, mas ninguém pode garantir por quê. Eles estavam em perfeita ordem. A suposição existente agora é que os picos de energia podem ter influenciado no funcionamento regular do ar-condicionado e originado o princípio de incêndio”, considerou. “Nós tivemos todo o cuidado, nós não poupamos esforços para dar o melhor para o nosso pessoal, mas infelizmente, uma sucessão de eventos após um dia catastrófico no Rio de Janeiro nos trouxe essa catástrofe ainda maior”.

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