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Rodrigo, o moderado, contraria ala radical do PT

Pré-candidato do PT ao Senado acredita na união de forças e em alianças com outras legendas

Maio 18, 2018 às 17:21

Desde a queda de Dilma Roussef, e depois com a prisão de Lula, o PT da Paraíba tem adotado um discurso mais radical. A proximidade das eleições e as composições que vão se firmando acabam por corroborar a tese – de boa parte dos militantes –  de que PT não sobe em palanque de “golpista”. Há uma ala que defende candidatura própria, como se houvesse margem, num jogo tão incerto, a birras pueris.

O regime democrático, no entanto, abre espaço às diferentes vozes. E elas existem no PT. Diferente de boa parte dos companheiros, Rodrigo Soares, dirigente nacional da legenda, assume um discurso mais moderado, inteligente e inteligível. Defende o diálogo e a construção de alianças. O paraibano, que se lança pré-candidato ao Senado, acredita na união de forças para o resgate de uma política que olhe pra frente e que, sobretudo, caminhe para construção do desenvolvimento econômico sem perder de vista os investimentos sociais.

O PT sabe que ainda tem força, e muita.  Isoladamente, tem o maior tempo de TV entre todos os partidos, com mais de 1 minuto.  O problema é que, isolado, o trunfo do tempo se dilui no tempo dos demais. Melhor seria somar essa artilharia a de outros grupos para aumentar o próprio poder de fogo na campanha.

Rodrigo sabe disso e tenta convencer os demais. Conseguirá ele resfriar a caldeira petista?

PT e PSB: aliança sai ou não sai?Resultado de imagem para alianca quebrada

A contenda entre o PT e o PSB da Paraíba pode ser resolvida bem longe daqui. Nacionalmente, as legendas ensaiam uma união para fortalecer os núcleos regionais e reeleger os governadores de Pernambuco e Minas Gerais. Com isso, ambos sairiam na vantagem. Um acordão que obrigaria o PT daqui a desistir de lançar candidatura própria para apoiar a pré-candidatura do socialista João Azevedo.

A notícia, divulgada no Estadão, causou estranheza na cúpula petista paraibana. O presidente do Partido, Jackson Macedo, garantiu que é boato: “não existe acordo para trocar um Estado pelo outro”. Disse mais: “o que existe é uma negociação nacional do apoio do PSB à candidatura de Lula. Se isso acontecer, vai facilitar alianças nos Estados da Paraíba, Pernambuco e Minas Gerais.”

De todo modo, a definição não sai agora. O PT da Paraíba cozinha uma posição em banho-maria. Deve arrastar o debate para depois da Copa do mundo. Há vagas para serem negociadas na composição encabeçada pelo PSB e o partido de Jackson Macedo quer garantir um bom negócio. Senado ou vice-governadoria ? Não importa. O importante mesmo, ao que parece, é estar na majoritária.

Rejane Negreiros

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