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Ricardo Coutinho e João Azevedo: da intensidade à moderação

Ala mais radical do PSB anda incendiando as relações entre as maiores lideranças socialistas na Paraíba

Maio 30, 2019 às 12:52 - Por:

Duas forças aliadas com perfis antagônicos.

Política é a arte do diálogo. A tentativa de unir água e óleo num movimento constante. Nem sempre as conversas avançam, por isso surgem as rupturas.

Há quem acredite que os abalos dentro do PSB possam levar a isso. Seria uma cisão precoce entre as principais forças da legenda na Paraíba: Ricardo Coutinho e João Azevedo. Os dois, claramente, têm posições divergentes quando o assunto é o grupo dos independentes da Assembleia Legislativa da Paraíba sustentado por 10 deputados e conhecido como G10.

Ricardo tem tentado marcar território. Já deu recados claros de que João deve combater e se afastar do G10. Para o ex-governador, ou os deputados entram no projeto de cabeça ou pulam fora. Sem meios-termos.

João faz outro tipo e adotou outro comportamento: o de pacificador – pastor das ovelhas desgarradas. João quer apagar incêndios. Para ele, a hora é de aglutinar, não de repelir – por isso o esforço para receber os aliados insatisfeitos. João nunca esteve tão dentro do Projeto do PSB: somar para ganhar. É a forma de fazer dos dois, e não o conteúdo, que difere.

Há uma razão na postura de João, e um objetivo: a busca da governabilidade pelas vias do entendimento com quem o apoiou na campanha. O governador quer dar o traço dele ao projeto, mas respeitando a autonomia do Legislativo, as regras do jogo democrático. É justo. Ele chegou onde chegou com apoio de Ricardo, mas a gestão e a responsabilidade de tocar esse barco no comando do leme são de João. (Por que então tensionar a relação com a base, se ele já tem o apoio de 24 deputados?)

Há uma razão também na postura de Ricardo e um objetivo: zelar pelo que foi posto e construído sem que fiquem brechas na base. Ricardo mostra que prefere um miolo menor, porém sólido. No fim, o objetivo é o mesmo.

Não creio em ruptura na estrutura girassol em função dos desgastes de agora embora a ala mais radical do PSB esteja descontente com a postura de João. O momento pede bom-senso e não arroubos de paixão e fé cega.

Política com Pimenta I

Sobre a suposta crise ente Ricardo Coutinho e João Azevedo, o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, deputado Adriano Galdino (PSB), tratou logo de desmentir: “é fake news”. Galdino completou: “95% do governo de Ricardo foi aproveitado por João. Quer lealdade maior que essa?”

Política com Pimenta II

Direto de Brasília: “se eu tivesse agredido ele, ele não estaria nem no Conselho de Ética, estaria no hospital”. Frase do deputado federal Julian Lemos (PSL-PB) sobre o colega Expedito Neto (PSD-RO). Os dois se estranharam durante uma sessão e Julian o empurrou usando a cabeça. À BandNews FM Manaíra, o paraibano alegou que apenas se defendeu e que tudo “foi um teatro”.

Veja o vídeo

Rejane Negreiros

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