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PV inova com plataforma virtual para ouvir eleitores

Estratégia pode fazer Partido de Lucélio Cartaxo ganhar tempo e poupar dinheiro

julho 2, 2018 às 16:46 - Por:

Pré-candidato do PV aposta no uso da tecnologia para atrair votos. Foto: Instagram Lucélio Cartaxo

O calendário eleitoral não para porque o mundo assiste à Copa da Fifa. O tempo não é dos mais elásticos. Em três semanas começam as convenções partidárias. É preciso apertar o passo para consolidar projetos políticos, fechar alianças e partir para campanha com nomes e projetos definidos.

O pré-candidato Lucélio Cartaxo (PV), além dos métodos tradicionais de captação de apoio, gastando muita sola de sapato, tem usado a internet para ouvir eleitores e nortear seu programa de governo. Abriu uma plataforma que já recebeu mais de 300 propostas e críticas em pouco menos de um mês. Saúde está no topo das prioridades de quem acessou o site e votou. Representa 20% de toda a participação, na frente de segurança (17%) e educação (10%).

A ferramenta é uma mão na roda para quem tem recursos limitados, e o PV é uma das legendas com menor fundo eleitoral e partidário – tem apenas 4 deputados federais. Logo, ganha na composição com o PSDB, terceiro partido mais rico porque tem forte representação no Congresso Nacional. São 49 deputados e um senador. Perde para o MDB, com 51 deputados federais e um senador, e o PT, com 61 parlamentares na Câmara Federal.

O PV pode até não ter saído na frente na disputa eleitoral como os demais pré-candidatos, mas que vai ganhar tempo e poupar recursos com o uso da tecnologia, ah, isso vai! A ideia é fazer o caminho inverso e trazer o eleitor até Lucélio. Esse recurso, se bem usado, pode virar uma grande vantagem. 

Por falar no Partido de José Maranhão…

Com dinheiro, disposição e diretórios em todo Estado, o pré-candidato ao governo pelo MDB tem viajado a Paraíba inteira fazendo campanha, reafirmando apoios e tentando conquistar mais capital político. Passou de subestimado à ameaça.

E o PT?

Nesse caso a preocupação é outra. O presidente estadual da legenda ameaça deixar a base de João Azevedo, do PSB, caso ele não apoie a candidatura de Lula à Presidência da República. Não é preciso bola de cristal para adivinhar como termina essa história se o PT não pisar no freio dessa conversa. Já há, no cenário nacional, um diálogo fértil entre PSB e PDT, de Ciro Gomes. Tudo leva a crer que as negociações avancem, e, nesse caso, isso pode determinar o rumo das coisas por aqui, sim. 

Quem perde?

Nesse caso, nem o PT, que pode ficar com Lígia Feliciano (PDT). Lígia já disse: “sou candidatíssima!”.  Apesar da disposição, Lígia não é a mais forte dos pré-candidatos ao governo, mas representa o governo, garante. Sendo assim, para onde iria o apoio de Lígia em caso de segundo turno? Não parece estratégico que ela ajude a dividir os votos agora para somar os dela ao de João Azevedo mais tarde? Assim, o PT estaria trocando seis por meia dúzia.

Rejane Negreiros

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