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PV E PSDB definem vice de Lucélio Cartaxo na corrida ao Governo

Nome veio de Campina Grande, o segundo maior colégio eleitoral da Paraíba.

junho 8, 2018 às 20:36

Além do apoio do irmão prefeito, candidatura de Lucélio Cartaxo ganha força em Campina Grande. Foto: Flickr/PV

Além do apoio do irmão prefeito, candidatura de Lucélio Cartaxo ganha força em Campina Grande. Foto: Flickr/PV

As previsões se confirmaram. Micheline Rodrigues (PSDB), primeira-dama de Campina Grande, é a vice de Lucélio Cartaxo (PV), pré-candidato ao governo da Paraíba.

Não era preciso ser nenhum vidente para se chegar a esse resultado. Micheline foi a solução caseira do PSDB e PV para um desequilíbrio criado lá atrás, quando esses partidos ignoraram o PP e, antes disso, quando o MDB deixou o bloco único das oposições para lançar candidatura própria.

Mas há algo de estratégico na escolha do nome de Micheline. Há também – impossível não ver – um “q” de improviso. Estratégico porque ela não é só a mulher do prefeito. É médica, atuou na saúde do Município e tem certa popularidade em Campina e região. Isso pode se reverter em votos. Improviso, porque foi a peça que restou. Se não fosse ela, quem mais seria?

Ora, Pedro Cunha Lima (PSDB) não abriu mão do projeto de reeleição à Câmara Federal. Aliás, nem ele, nem o pai, Cássio Cunha Lima (PSDB), cuja missão é se reeleger para o Senado. Sem o apoio do PP e de outros partidos do bloco que resolveram ficar com José Maranhão (MDB), a capacidade de escolha ficou seriamente reduzida, para não dizer comprometida.

A chapa não é a mais competitiva do momento, mas não pode ser subestimada. Lucélio, Micheline e o resto do grupo são alimentados por um dos combustíveis mais eficientes de que se tem conhecimento:  a vontade. Eles têm ainda a estrutura de um grande partido, que é o PSDB, e o fôlego do PV, um dos que mais cresceram em filiações com a janela partidária. Ou seja, podem surpreender. 

O desafio antes das urnas

A coligação até agora só conseguiu 5 partidos: além do PV, PSDB e PSD, há o DC e o PTC. São siglas menores, sem nomes expressivos. Antes de enfrentar as urnas e de conquistar eleitores, precisam convencer outros partidos a se juntarem ao projeto. Ampliar as alianças é preciso. Na guerra, quanto mais artilharia, melhor.

Mudando de assunto…

A partir desta sexta-feira, e pelos dez dias seguintes, João Pessoa vai estar sob a batuta de um novo regente: Marcos Vinícius deixa a presidência da Câmara de vereadores, executada, podemos dizer, com maestria, para tocar a cidade interinamente na ausência de Luciano Cartaxo.

Na prefeitura, a gestão não deve ter qualquer perda de continuidade. Marcos Vinícius é aliado de primeira hora de Cartaxo e tem feito, nesse sentido, um bom trabalho na Câmara. Os projetos enviados à Casa pelo Executivo passam com facilidade.

Mas o presidente da CMJP não está só para os aliados, cuja bancada é sólida, formada por 19 dos 27 parlamentares. Uma de suas principais características é a construção de relações republicanas, tanto que é respeitado entre os colegas e adversários políticos.

Eleito em 2016 pelo PSDB com pouco mais de 5 mil votos, a missão de Marcos Vinícius agora é falar para uma cidade inteira. São mais de 800 mil habitantes. É como deixar o coral para reger uma orquestra. Prestes a completar 58 anos no próximo dia 13, o tucano vai precisar afinar seus instrumentos para fazer dessa experiência, embora curta, um grande ato.

Quem assume a presidência da CMJP?

Lucas de Brito (PV) é o vice-presidente da Câmara. É para ele que Marcos Vinícius vai passar o bastão. Lucas assumiu a função na mesa diretora quando ainda era da oposição e do PSL. A proposta era fazer uma gestão paritária, com mesmo espaço para parlamentares da base governista e da oposição. Na época, ele foi acusado de “golpista” pelos colegas que se sentiram traídos.

Por que Luciano Cartaxo vai se ausentar?

O prefeito de João Pessoa vai participar do Fórum Internacional dos Prefeitos, na Polônia. Luciano Cartaxo também vai apresentar dois painéis sobre Criatividade e Desenvolvimento Sustentável, destacando o modelo de cidade criativa de João Pessoa. A capital paraibana foi reconhecida pela Unesco e foi a única do Nordeste a se destacar no segmento. Apenas 180 cidades do mundo integram a rede mundial de Cidades Criativas da Unesco. 

E por que o vice-prefeito de João Pessoa não assume a Prefeitura no período?

 Manoel Júnior (PSC) é o primeiro na linha de sucessão, mas ele é pré-candidato ao Senado Federal. Se assumir a prefeitura, fica inelegível. Por isso, vai se afastar do Estado no período em que Luciano Cartaxo estiver na Polônia.

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