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PSol da Paraíba propõe inversão da ordem econômica

Tárcio Teixeira defende auditoria nas contas do Estado e reabertura de postos fiscais

agosto 27, 2018 às 21:37

Tárcio Teixeira foi um dos entrevistados no Primeiro Plano. Foto: Reprodução/TV Manaíra

Tárcio Teixeira foi o terceiro candidato entrevistado no Primeiro Plano. Foto: Reprodução/TV Manaíra

Fortalecer quem mais emprega na Paraíba com a transferência dos incentivos fiscais das grandes empresas para as de pequeno e médio porte que, em regra, são estranguladas com a alta carga tributária. Essa inversão da política econômica seria o caminho mais justo e curto para o crescimento da Paraíba de acordo com Tárcio Teixeira, candidato ao governo pelo PSOL. Há uma lógica nesse discurso. Mas na teoria as coisas são sempre mais simples.

Há uma outra posposta cujo objetivo é dar transparência à gestão: o candidato, que se lança ao Palácio da Redenção pela segunda vez – a primeira foi em 2014 – pretende, se eleito, fazer uma auditoria na dívida da Paraíba que, segundo ele, consome mais de um mês de ICMS no Estado. Identificados, os problemas podem ser corrigidos.

Assistente social concursado do Ministério Público da Paraíba, Tárcio não poupa crítica à relação entre executivo e legislativo, pautada, ainda segundo ele, por um “toma lá dá cá” que onera o orçamento e reduz a capacidade de investimento em políticas públicas. E ele denuncia: “há uma reserva de contingência de cerca de R$ 160 milhões usada por parlamentares para compra de apoio de prefeitos”.

O psolista pretende diminuir verba de comunicação para ampliar o orçamento de secretarias como a da mulher, da diversidade, e a da juventude. Garante que se eleito vai descongelar as progressões salariais e promover a valorização do servidor público. Pretende ainda reabrir postos fiscais para garantir arrecadação, investir em polícia comunitária para a população do campo e reabrir escolas na área rural.

Tárcio Teixeira chama atenção para o debate ético. Diz que é preciso “enfrentar a leva do dinheiro público”. Lembra que foi o Psol que denunciou o prefeito de Cabedelo na operação xeque-mate, da Polícia Federal, em abril.

Todo esse conjunto de coisas, numa época em que a sociedade tanto cobra combate à corrupção, pode ser favorável ao candidato do PSol, mas há obstáculos no meio do caminho bem difíceis de contornar.

O PSol não coligou com nenhum partido oficializado pelo TRE na Paraíba. Tem apenas apoio do PCB e da UP. Não tem diretórios em todos os municípios – apenas o que chama de comitês populares – e tem apenas 16 segundos no guia eleitoral na TV. É uma campanha pobre em recursos e esquelética em estrutura. Uma clara desvantagem em relação aos três grupos mais fortes que disputam o mesmo cargo na Paraíba.

Rejane Negreiros

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