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“Paraíba precisa de um líder, não de um técnico”, diz José Maranhão

Candidato do MDB foi o segundo entrevistado do Primeiro Plano, na TV Manaíra/Band

agosto 22, 2018 às 13:09

José Maranhão foi o segundo entrevistado do Primeiro Plano. Foto: Produção TV Manaíra

Só há um caminho para geração de empregos: atrair mais indústrias. Essa é a pauta para o desenvolvimento econômico do candidato do MDB ao governo da Paraíba. Na entrevista ao Primeiro Plano da TV Manaíra/Band, José Maranhão também falou sobre sua política tributária caso seja eleito em outubro. Disse que vai rever a alíquota do ICMS sobre os combustíveis por entender que o Estado não pode agir como algoz. “Arrocho fiscal tem sido motivo de garroteamento da vida da sociedade. Não se arrecada mais com arrocho fiscal. Ao contrário, se estimula a evasão”, afirmou.

Maranhão tem experiência. Já foi governador três vezes. Sabe que a situação de estresse financeiro de Estados é crítica porque a própria economia do país não se recuperou ainda da crise. Sabe que repasses de verbas federais têm diminuído e que apesar de termos saído da recessão há um deficit de empregos que bate a marca dos 13 milhões. Há ainda neste contexto, a situação das indústrias. O setor é um dos que mais empregam no Brasil, mas tem perdido força e aceleração em função do enxugamento das vagas e das mudanças provocadas pela terceirização que o próprio Maranhão ajudou a aprovar porque essa era uma exigência do partido dele, o MDB.

Para poupar recursos, a ideia do candidato é reduzir os privilégios na máquina com a redução de carros de uso pessoal pelos auxiliares. Ainda na economia, ele pretende fortalecer o pólo industrial do interior. E é para o interior que diz que vai levar saneamento básico como prioridade para tratar de um problema que caminha junto com a falta de esgotamento sanitário: a saúde.

Na segurança pública, Zé criticou a atual política de valorização das polícias. Disse que a eles falta comunicação, remuneração adequada e treinamento. A ideia é torná-la mais eficiente. Entre os projetos ainda é possível destacar a nova função que ele pretende dar à granja Santana, residência oficial do governador: torná-la um centro de educação científica e tecnológica.

Zé Maranhão tem 84 anos e muitas ideias. Não lhe falta ainda disposição para cutucar os adversários. Se colocou como candidato porque segundo ele foi uma decisão do partido e porque a Paraíba precisa de um líder para governar e não apenas um técnico para conduzir projetos.

Zé tem jogo de cintura e uma boa dose de acidez no discurso que, somados aos projetos, o tornam um dos mais competitivos rumo ao Palácio da Redenção. Contra ele, o peso do partido. O MDB é a legenda de Michel Temer, um presidente desgastado e alinhado com o que se conhece por política velha.

Rejane Negreiros

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